Terça, 16 de Junho de 2026
Publicidade

Polícia reclassifica crime em Barão de Cotegipe e RS atinge 39 feminicídios

Morte de jovem de 25 anos foi motivada por relacionamento afetivo com o autor dos disparos, um menor de 17 anos que já está apreendido

Redação
Por: Redação
16/06/2026 às 16h30
Polícia reclassifica crime em Barão de Cotegipe e RS atinge 39 feminicídios
Foto: Reprodução

O avanço de uma investigação criminal no Norte do Estado acendeu mais um alerta vermelho sobre os índices de violência de gênero. A Polícia Civil reclassificou oficialmente como feminicídio a morte de Ariane Padilha, de 25 anos, assassinada a tiros na cidade de Barão de Cotegipe. Com a alteração técnica no indiciamento do caso, o Rio Grande do Sul atinge a triste marca de 39 mulheres mortas em contextos de violência doméstica ou menosprezo à condição de gênero no ano civil corrente.

O crime foi registrado no dia 6 de junho, no interior da residência da jovem. Inicialmente, a linha de apuração tratava o episódio como homicídio qualificado. No entanto, o recolhimento de depoimentos e a análise de dados telemáticos revelaram que o autor dos disparos — um adolescente de 17 anos — mantinha um relacionamento afetivo com a vítima, preenchendo os requisitos jurídicos que configuram a qualificadora do feminicídio.

Prisões, apreensões e logística do atentado

Durante a execução do crime, o pai de Ariane, um idoso de 60 anos, tentou intervir para proteger a filha e também acabou baleado.

O inquérito policial detalhou a dinâmica da noite do ataque e resultou na rápida responsabilização dos envolvidos no crime:

  • Apreensão do Menor: O executor dos disparos de arma de fogo, de 17 anos, foi localizado e apreendido pelas forças policiais, permanecendo à disposição da Justiça Infantojuvenil;

  • Cúmplice Preso: Um segundo envolvido, um jovem de 20 anos, foi preso preventivamente. A investigação comprovou que ele prestou apoio logístico crucial, sendo o responsável por buscar o menor e dirigi-lo até o imóvel da vítima;

  • Vítima Sobrevivente: O pai de Ariane foi socorrido após ser baleado no abdômen. Ele sobreviveu aos ferimentos e seu caso é tratado juridicamente como tentativa de homicídio pelas autoridades;

  • Continuidade das Obras: Os agentes da delegacia local seguem apurando a motivação exata que desencadeou o crime e se houve a participação de mandantes ou mentores intelectuais.

A Delegacia de Polícia reforçou a importância do canais de denúncia para combater agressões e ameaças antes que elas evoluam para desfechos fatais.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários