Quinta, 11 de Junho de 2026
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Operação prende hacker e comparsas por fraudes de R$ 8 milhões

Ofensiva da Polícia Civil e Brigada Militar desarticulou grupo familiar que ostentava em resorts com dinheiro de golpes bancários aplicados em todo o país

Redação
Por: Redação
11/06/2026 às 08h16
Operação prende hacker e comparsas por fraudes de R$ 8 milhões
Integram os trabalhos 60 agentes entre policiais civis e militares. (Foto: Polícia Civil / Divulgação)

Uma megaoperação desencadeada na manhã desta quinta-feira (11) desarticulou uma estruturada organização criminosa especializada em crimes cibernéticos com base na Serra Gaúcha. Batizada de Operação Haridade, a ofensiva cumpriu mandados judiciais em Vacaria, tendo como alvo principal um hacker profissional de 26 anos e sua rede de comparsas, formada em grande parte por membros da própria família.

Ao todo, seis pessoas foram presas preventivamente durante a ação. Além das capturas, o Poder Judiciário autorizou o congelamento e bloqueio de R$ 8 milhões em contas bancárias vinculadas aos investigados. O montante corresponde à cifra estimada que o grupo conseguiu movimentar ilegalmente ao longo dos últimos dois anos por meio de invasões e golpes virtuais.

Limites fictícios e ostentação em resorts

Embora os criminosos operassem a partir de Vacaria, o esquema de estelionato eletrônico vitimou pessoas, operadoras e empresas de e-commerce em diferentes estados do Brasil.

De acordo com as investigações comandadas pela Polícia Civil, iniciadas em outubro do ano passado, o grupo agia há pelo menos três anos utilizando métodos sofisticados no meio digital:

  • Burlar o sistema financeiro: O hacker líder criava limites de crédito fictícios dentro de contas bancárias para conseguir desviar e furtar os valores reais disponíveis;

  • Uso de dados vazados: A organização comprava dados de cartões de crédito clonados em fóruns escusos da internet para lesar consumidores, comerciantes e plataformas de turismo;

  • Pulverização e lavagem: O dinheiro obtido era transferido para contas de laranjas e terceiros. Os lucros de até R$ 200 mil por ataque financiavam vidas de luxo em hotéis de alto padrão, resorts e a compra de eletrônicos caros para revenda.

O líder do bando, cujo codinome virtual deu nome à operação, possui uma extensa ficha policial com passagens por nove crimes diferentes, incluindo o tráfico de entorpecentes. Os familiares exerciam funções operacionais estratégicas, como o gerenciamento das contas bancárias, ocultação de armas e aliciamento de novas vítimas.

A mobilização integrada para combater o estelionato eletrônico em Vacaria contou com a força-tarefa de 60 agentes, divididos entre policiais civis e militares da Brigada Militar (BM). Os presos foram interrogados e encaminhados ao sistema prisional da região. A ação representa um duro golpe nas redes de fraudes bancárias na Serra Gaúcha e reforça as ações de combate ao crime cibernético no RS em 2026.

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