
Um procedimento estético terminou em tragédia na cidade de São Paulo. Uma mulher de 48 anos morreu, na tarde desta terça-feira (26), no interior de um edifício comercial localizado na Avenida Santo Amaro, na Zona Sul da capital paulista. A vítima havia passado por uma intervenção estética na região dos glúteos e das coxas no dia anterior.
De acordo com as informações registradas pelas autoridades policiais, a mulher começou a apresentar um mal-estar significativo e a reclamar de fortes dores poucas horas após o término da aplicação. Para tentar aliviar os sintomas, ela fez o uso de remédios por conta própria e também de medicamentos que teriam sido indicados pela própria médica responsável pela execução do preenchimento.
Na terça-feira, diante do agravamento das dores e do quadro clínico de mal-estar, a médica solicitou que a paciente retornasse ao edifício comercial para que fosse realizada uma nova avaliação presencial de rotina.
No entanto, assim que chegou ao endereço para o atendimento de urgência, a mulher sofreu uma parada cardiorrespiratória fulminante.
A médica que realizou o procedimento estético iniciou os primeiros protocolos de socorro e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços contínuos de reanimação cardiopulmonar feitos pelas equipes médicas, a paciente não respondeu aos estímulos e o óbito foi constatado ainda no local.
O caso foi registrado oficialmente no 27º Distrito Policial (Iaimé) como morte suspeita, englobando de forma preventiva as classificações de morte acidental e homicídio. Os policiais civis já colheram os depoimentos formais da médica e também da filha da vítima, que estava junto com a mãe e acompanhou o momento do colapso físico.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) emitiu uma nota confirmando que as investigações estão em andamento para determinar as circunstâncias exatas que levaram à morte da paciente. A Polícia Civil agora aguarda a conclusão dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia técnica para confirmar se houve imperícia ou se a parada cardíaca foi decorrente de complicações diretas do material utilizado no preenchimento.