Quinta, 21 de Maio de 2026
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Deolane Bezerra é presa suspeita de lavar dinheiro para o PCC

Influenciadora e advogada foi detida nesta quinta-feira (21) em São Paulo; a Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões e o sequestro de bens dos investigados.

Redação
Por: Redação Fonte: Correio do Povo
21/05/2026 às 18h05 Atualizada em 21/05/2026 às 18h11
Deolane Bezerra é presa suspeita de lavar dinheiro para o PCC
Foto: Reprodução

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa pela Polícia Civil e pelo Ministério Público nesta quinta-feira, dia 21 de maio, na cidade de São Paulo. Ela é alvo da Operação Vérnix, que investiga um esquema criminoso de lavagem de dinheiro interligado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as autoridades, as investigações apontam que o patrimônio ostentado por Deolane nas redes sociais é totalmente incompatível com os seus rendimentos declarados, levantando suspeitas que culminaram em sua prisão preventiva.

Rombo Milionário e Bens Sequestrados

A Operação Vérnix mirou uma complexa rede de ocultação de capitais. A quebra de sigilo financeiro revelou que Deolane teria recebido repasses financeiros contínuos vindos de uma empresa transportadora de valores fortemente associada à organização criminosa.

Além da influenciadora, outras cinco pessoas foram detidas durante a ação policial. Para desarticular a estrutura financeira do grupo, o Poder Judiciário determinou pesadas sanções patrimoniais:

  • R$ 327 milhões bloqueados em contas bancárias dos investigados;

  • 17 veículos de luxo sequestrados;

  • 04 imóveis de alto padrão apreendidos.

Até o momento do fechamento desta matéria, a equipe de defesa jurídica de Deolane Bezerra não havia se manifestado publicamente sobre as acusações e o mandado de prisão.

As Três Etapas da Lavagem de Dinheiro

O caso traz novamente ao centro do debate público o mecanismo da lavagem de dinheiro. Conforme conceitua o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), este crime consiste em um conjunto de operações comerciais ou financeiras que buscam dar aparência de legalidade a recursos obtidos por meio de atividades ilícitas.

Geralmente, o processo é estruturado de forma estratégica em três fases distintas:

  • Colocação: O dinheiro "sujo", oriundo do crime organizado, é inserido de forma fragmentada no sistema econômico formal para evitar alertas automáticos.

  • Ocultação: Realiza-se uma série de transferências eletrônicas pulverizadas, depósitos em contas de terceiros (laranjas) e triangulações bancárias para quebrar a linha de rastreamento e dificultar a ação dos órgãos de fiscalização.

  • Integração: O capital, agora com traços de origem formal, retorna oficialmente à economia de mercado de maneira aparentemente limpa, sendo utilizado para investimentos em empresas legítimas e na aquisição de bens de luxo.

Legislação e o Impacto no PIB Global

No Brasil, a repressão a esse tipo de conduta está consolidada desde 1998 através da Lei nº 9.613, que criminaliza a ocultação de bens, direitos e valores. O combate a essa prática é uma das prioridades das forças de segurança global, visto o seu impacto destrutivo na economia.

Dados oficiais do Coaf estimam que cerca de US$ 500 bilhões em recursos ilícitos circulem de forma subterrânea anualmente no mercado global, uma quantia alarmante que representa aproximadamente 2% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Deolane Bezerra segue sob custódia do sistema prisional paulista, onde aguardará a audiência de custódia e os desdobramentos dos inquéritos comandados pela Polícia Civil.

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