
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), órgão ligado à Secretaria da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul, confirmou oficialmente o segundo óbito decorrente de complicações da dengue no estado em 2026. A vítima foi um homem de 90 anos, residente no município de Guaporé, na Serra Gaúcha.
Segundo o prontuário epidemiológico, o paciente apresentava comorbidades prévias que agravaram o quadro clínico e faleceu no dia 7 de abril.
A confirmação acende o alerta máximo na região de Guaporé, que enfrenta um surto local. A cidade registra atualmente uma alta taxa de contaminação, atingindo a marca de 534,4 casos prováveis de dengue para cada grupo de 100 mil habitantes, o que coloca o município em situação de alta incidência de acordo com os parâmetros do Ministério da Saúde.
Embora os números absolutos de 2026 estejam consideravelmente abaixo do cenário catastrófico registrado no ano passado, as autoridades sanitárias alertam que o monitoramento deve ser mantido de forma rigorosa para evitar uma nova explosão de contágios com a chegada de períodos chuvosos.
O panorama comparativo da doença aponta os seguintes dados no estado:
| Indicador Epidemiológico | Ano de 2025 | Ano de 2026 (Dados Atuais) |
| Casos Confirmados | + 52.000 | 1.493 |
| Casos Autóctones (Contraídos no RS) | Não especificado | 1.237 |
| Óbitos Confirmados | 53 | 2 |
A Secretaria Estadual da Saúde reforça o apelo para que a população não subestime os sintomas e busque acolhimento nos postos de saúde ou unidades de pronto atendimento logo nas primeiras horas de mal-estar. O diagnóstico precoce e a hidratação correta são os principais fatores para evitar que a doença evolua para formas graves ou choque hemorrágico.
Os principais sintomas que exigem atenção médica imediata são:
Febre alta e de início abrupto;
Dor de cabeça intensa (especialmente atrás dos olhos);
Dores musculares, nas articulações e nos ossos;
Náuseas, vômitos e mal-estar geral;
Aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo (exantema).
Como não há tratamento antiviral específico para a doença, o foco principal das equipes de vigilância ambiental está centrado no combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti. A SES orienta que os cidadãos façam vistorias semanais em seus pátios e residências para eliminar qualquer tipo de recipiente que possa acumular água parada (como pratos de vasos, pneus velhos, calhas entupidas e garrafas vazias).
Além disso, o uso diário de repelentes cutâneos autorizados pela Anvisa continua sendo recomendado como barreira individual de proteção, associado à campanha de vacinação contra a dengue que segue em andamento no estado focada no público prioritário de crianças, adolescentes e profissionais de saúde.