Sexta, 08 de Maio de 2026
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Porto Alegre atinge 98% de ocupação e Saúde entra em colapso

Com unidades operando a quase 400% da capacidade, Capital e Estado declaram emergência devido ao surto de vírus respiratórios.

Redação
Por: Redação Fonte: Correio do Povo
08/05/2026 às 14h11 Atualizada em 08/05/2026 às 14h48
Porto Alegre atinge 98% de ocupação e Saúde entra em colapso
Foto: Reprodução

Os leitos hospitalares de Porto Alegre atingiram o nível crítico de 98% de ocupação na manhã desta sexta-feira (8), conforme dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O cenário mais alarmante concentra-se nas emergências: a UPA Moacyr Scliar, na zona Norte, opera com surreais 394% de lotação, sendo que a maioria dos pacientes (63%) provém de outros municípios. Outras unidades, como Bom Jesus (162%) e Cruzeiro do Sul (163%), também trabalham muito acima do limite.

Diante do esgotamento, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), que registrou 161 pacientes na emergência adulta, anunciou restrição máxima pelas próximas 24 horas. Durante este período, a instituição aceitará apenas casos encaminhados via Samu. A SMS atribui a explosão na demanda ao início da sazonalidade de doenças respiratórias e ao aumento de casos de gastroenterite.

Emergência Estadual e Foco Pediátrico

A crise não se restringe à Capital. O Governo do Estado publicou o Decreto 58.754, declarando emergência de saúde pública por 120 dias em todo o Rio Grande do Sul. O foco principal é a pediatria, setor que sofre com um salto drástico nas internações:

  • Aumento de 376,9% nas hospitalizações por rinovírus no estado.

  • Salto de 528,6% nas internações entre menores de 12 anos.

Investimentos e Operação Inverno

Para tentar conter o colapso, a prefeitura anunciou a ativação de 30 novos leitos da Operação Inverno na próxima segunda-feira, incluindo 10 de UTI pediátrica. O plano prevê um investimento de R$ 24,5 milhões, sendo a maior parte destinada à saúde e R$ 2,5 milhões para assistência social (acolhimento e cobertores).

A Sociedade de Pediatria do RS reforça o alerta às famílias: a vacinação é a principal defesa, e sinais como febre alta persistente e dificuldade respiratória em crianças devem motivar a busca imediata por atendimento médico.

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