Quarta, 06 de Maio de 2026
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Governo estuda “Novo Desenrola” para informais e bons pagadores

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anuncia que nova fase do programa de renegociação de dívidas deve ser lançada entre o final de maio e o início de junho

Redação
Por: Redação
06/05/2026 às 10h36 Atualizada em 06/05/2026 às 10h50
Governo estuda “Novo Desenrola” para informais e bons pagadores
Foto: Reprodução

O governo federal prepara uma expansão do programa Desenrola Brasil, desta vez com o objetivo de alcançar nichos ainda não contemplados pela primeira edição. Em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", nesta quarta-feira (6), o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, revelou que o foco da nova rodada será a população de trabalhadores informais e pessoas que, apesar de estarem adimplentes, sofrem com o peso de juros abusivos em seus contratos. A expectativa é que os detalhes finais e o anúncio oficial ocorram nas próximas semanas.

Segundo Durigan, os trabalhadores informais representam o grupo que paga as taxas de juros mais elevadas no mercado nacional, devido à falta de comprovação de renda e garantias tradicionais. O governo busca criar uma linha de crédito específica que ofereça condições mais justas para esse segmento, permitindo que microempreendedores e autônomos reorganizem suas finanças. O ministro ressaltou que a medida não visa estimular a inadimplência, mas sim concluir um processo de saneamento financeiro iniciado no pós-pandemia.


Combustíveis e Spread Bancário

Além do anúncio sobre as dívidas, o ministro abordou temas cruciais para a inflação e o custo de vida:

  • Inadimplência e Juros: O governo defende que a redução da inadimplência através do Desenrola é a chave para diminuir o "spread" bancário (a diferença entre o custo de captação dos bancos e o que é cobrado do cliente final).

  • Preço do Diesel: Durigan defendeu o projeto de lei que utiliza receitas do petróleo para estabilizar os impostos sobre combustíveis. Ele também lamentou a decisão política de Rondônia em não aderir à subvenção ao diesel, o que impede a redução do preço nas bombas naquele estado.

  • Impacto Global: O ministro destacou que o Brasil tem conseguido se blindar melhor do que outros países frente à volatilidade do petróleo causada pelos conflitos no Oriente Médio.

Com a nova fase do programa batendo à porta, o governo agora depende da adesão das instituições financeiras para garantir que os descontos e as novas linhas de crédito cheguem efetivamente à ponta, especialmente para quem trabalha por conta própria.

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