
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, nesta quarta-feira (29 de abril de 2026), a proibição total de fabricação, distribuição, comercialização e uso de diversos produtos das linhas de protetores solares e repelentes da empresa Henlau Química. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, abrange todas as etapas da cadeia logística e atinge diretamente o consumidor final, que deve interromper o uso dos itens imediatamente.
A medida foi tomada após a fiscalização identificar que os produtos estavam sendo fabricados com uma fórmula irregular, diferente da que havia sido registrada e aprovada pelo órgão regulador. De acordo com a Anvisa, a alteração nos componentes sem prévia autorização compromete a segurança e a eficácia dos produtos, que deixam de garantir a proteção prometida contra raios UV e insetos.
A suspensão foca principalmente na linha profissional e de grande escala da empresa, muito utilizada em ambientes de trabalho e setores industriais. Entre os itens listados para recolhimento estão:
Protetores Solares (Linha Sunlau e similares): Todos os lotes fabricados com a formulação não declarada.
Repelentes de Insetos: Produtos que utilizam ativos cuja eficácia não foi comprovada conforme o novo processo produtivo da empresa.
A agência determinou que a Henlau Química realize o recolhimento de todo o estoque disponível em farmácias, supermercados e distribuidoras. Além da venda, a divulgação e publicidade desses itens também estão suspensas em qualquer plataforma.
A orientação para empresas e consumidores que possuem os produtos da marca em casa ou no estoque é suspender o uso imediatamente. O contato com protetores solares de fórmula irregular pode causar desde queimaduras por falta de proteção adequada até reações alérgicas imprevistas.
A Anvisa recomenda que o consumidor entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da fabricante para orientações sobre a devolução ou troca do produto. Caso sinta qualquer reação adversa, a orientação é procurar atendimento médico e registrar a queixa no portal da Vigilância Sanitária (Notivisa).