
A UTI Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, foi temporariamente fechada e isolada após a detecção da bactéria Acinetobacter baumannii em quatro pacientes internados. A decisão foi tomada depois da morte de um bebê prematuro infectado, segundo informações do Grupo Hospitalar Conceição (GHC).
De acordo com o GHC, a unidade tinha 34 pacientes no momento da identificação dos casos. Um dos recém-nascidos, que morreu, havia nascido com 26 semanas de gestação, em um parto classificado como de risco. Os outros três bebês que testaram positivo permanecem estáveis, em isolamento e sob acompanhamento de uma equipe exclusiva.
A presença da bactéria na UTI Neonatal foi detectada em 16 de abril. Depois disso, o hospital informou que comunicou a situação às secretarias municipal e estadual da saúde e à vigilância sanitária. O setor foi submetido a restrição máxima de circulação para conter o avanço da infecção.
Os demais setores do Hospital Fêmina seguem em funcionamento, conforme as orientações dos órgãos de fiscalização. O GHC informou ainda que acompanha a eventual transferência de casos graves que cheguem à instituição, para evitar riscos a pacientes internados e gestantes atendidas no hospital.
A Acinetobacter baumannii integra a lista de bactérias prioritárias da Organização Mundial da Saúde atualizada em 2024. Na relação, a versão resistente a carbapenêmicos aparece na faixa de prioridade crítica, por causa do impacto hospitalar e da dificuldade de tratamento.