
SEGURANÇA / SÃO PAULO
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, investigada por balear e matar uma mulher na Zona Leste de São Paulo no início de abril, teve um acréscimo de R$ 480 em seus vencimentos. A alteração, no entanto, não se trata de uma promoção por desempenho, mas sim do cumprimento da Lei nº 18.442, em vigor desde 2 de abril, que unificou as graduações de soldados de 1ª e 2ª classe na Polícia Militar paulista. Como Yasmin ocupava o posto de soldado de 2ª classe desde janeiro de 2025, ela foi automaticamente reenquadrada na nova patente única de "Soldado PM". Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o ajuste salarial é uma equiparação remuneratória automática prevista na legislação e aplicada a todo o contingente que estava na mesma situação hierárquica.
O crime investigado ocorreu na madrugada de 3 de abril, no bairro Cidade Tiradentes, após a viatura em que a policial estava colidir com o braço do marido de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos. A discussão que se seguiu terminou com Yasmin efetuando um disparo contra a ajudante geral, que era mãe de cinco filhos e faleceu pouco antes de seu aniversário de 32 anos. Pontos críticos da investigação indicam que Yasmin não utilizava câmera corporal no momento da ocorrência e o equipamento de outro policial presente estava bloqueado, não registrando o disparo. O caso está sendo apurado simultaneamente pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM, sob forte comoção da comunidade que denuncia o uso excessivo de força.