Quinta, 09 de Abril de 2026
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PM suspeito de triplo homicídio tem prisão preventiva decretada

Decisão ocorre 75 dias após o desaparecimento de Silvana Aguiar e de seus pais.

Redação
Por: Redação
09/04/2026 às 15h21 Atualizada em 09/04/2026 às 18h01
PM suspeito de triplo homicídio tem prisão preventiva decretada
Cristiano Domingues Francisco é o principal suspeito do desaparecimento de sua ex-esposa e os pais dela - Foto: Reprodução

A Justiça do Rio Grande do Sul decretou a prisão preventiva do policial militar Cristiano Domingues Francisco, apontado como o principal suspeito pelo desaparecimento de sua ex-esposa, Silvana Germann de Aguiar, e dos pais dela, no município de Cachoeirinha. O agente já estava detido temporariamente desde o dia 10 de fevereiro. A nova decisão judicial atende a um pedido formal da Polícia Civil e visa garantir a ordem pública e evitar um possível risco de fuga do acusado. Diferente da detenção temporária, que possui um prazo de validade estipulado por lei, a modalidade preventiva pode se estender por tempo indeterminado. O inquérito sobre o caso já se encontra em sua fase de conclusão.

O mistério que chocou a Região Metropolitana teve início no final de janeiro. Silvana, de 48 anos, desapareceu no dia 24, enquanto seus pais, Isail e Dalmira de Aguiar, de 69 e 70 anos, foram vistos pela última vez no dia 25. As linhas de investigação da polícia tratam o caso trágico como feminicídio e duplo homicídio. As apurações apontam que a motivação para os supostos assassinatos envolve severas disputas pela guarda do filho do ex-casal e interesses financeiros diretamente ligados à herança da família Aguiar. Duas semanas antes de sumir, Silvana havia procurado o Conselho Tutelar para relatar problemas relacionados aos cuidados com a criança. Em seus interrogatórios recentes, o policial militar optou por exercer o seu direito de permanecer em silêncio.

Além do ex-marido, o cerco investigativo se fechou contra outras três pessoas ligadas ao suspeito, que agora respondem por tentar atrapalhar as apurações de segurança pública. Uma familiar do policial é investigada por apagar dados eletrônicos cruciais do caso, enquanto outro parente teria deletado as imagens das câmeras de monitoramento. Uma terceira pessoa também foi indiciada sob a acusação de falso testemunho. A defesa jurídica de Cristiano informou que aguarda a finalização do inquérito policial para se manifestar oficialmente sobre as acusações. Enquanto o trâmite na Justiça avança, as equipes de buscas seguem trabalhando para localizar as vítimas, embora as chances de encontrá-las com vida sejam consideradas remotas pelas autoridades.

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