Terça, 31 de Março de 2026
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Médico é preso acusado de abusar de mais de 20 pacientes

Prisão ocorreu nesta segunda-feira, 30, após denúncias de várias mulheres.

Redação
Por: Redação
31/03/2026 às 14h18 Atualizada em 31/03/2026 às 14h43
Médico é preso acusado de abusar de mais de 20 pacientes
Médico Daniel Kollet foi preso nesta segunda-feira, 30 - Foto: Reprodução/Polícia Civil

O cardiologista Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, foi alvo de uma prisão preventiva na manhã desta segunda-feira (30) na área central de Taquara, no Vale do Paranhana. O profissional é acusado de cometer uma série de abusos sexuais contra pacientes dentro de seu próprio consultório médico, localizado na Rua Guilherme Lahm.

De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Valeriano Garcia Neto, titular da Delegacia de Polícia do município, mais de 20 mulheres já compareceram à unidade para prestar depoimentos contra o suspeito. Entre as vítimas já ouvidas e identificadas pela Polícia Civil, há o relato gravíssimo de uma paciente que afirma ter sofrido os abusos quando tinha apenas 16 anos de idade, evidenciando que os crimes podem ter ocorrido ao longo de um extenso período.

Os chocantes relatos colhidos pelos investigadores indicam um padrão de comportamento criminoso, no qual o médico se aproveitava da total vulnerabilidade das pacientes durante os exames. Uma das mulheres relatou que, ao mencionar durante a consulta de rotina o desejo de engravidar, o cardiologista a mandou deitar na maca, apalpou sua barriga e seios, e esfregou o próprio órgão genital nela. Na sequência, o homem a abraçou alegando ser médium e afirmando que o ato transmitiria energias positivas para a gestação, exigindo ainda que ela mantivesse segredo.

Outra vítima detalhou ter sido instruída a se despir da cintura para cima para um procedimento cardiológico. Após a avaliação, o médico teria insistido em abraçá-la de forma invasiva, apalpando seus seios, o que a fez fugir do local para nunca mais voltar.

O suspeito permanece detido à disposição da Justiça enquanto o inquérito avança e novas vítimas são ouvidas. Mulheres que tenham sofrido violência sexual ou qualquer tipo de assédio em consultas médicas devem denunciar o caso de forma totalmente sigilosa à polícia pelo telefone 197 ou comparecer diretamente à delegacia mais próxima.

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