
O Rio Grande do Sul registrou o 42º caso de feminicídio em 2026. A adolescente Ana Carolina Perlaky, de 17 anos, foi morta com um tiro na madrugada desta terça-feira (28), no bairro Vila Nova, na zona sul de Porto Alegre. O autor do crime se apresentou na delegacia na tarde desta terça.
Segundo a investigação, Ana Carolina estava acompanhada de amigas na Rua Mário Sobroza quando o ex-namorado teria se aproximado. Os dois discutiram e, logo depois, a adolescente foi atingida por um disparo. Testemunhas presenciaram o crime e prestaram informações à Polícia Civil.
O investigado, Halisson Theylor Bumbel Gerônimo, de 22 anos, apresentou-se à polícia acompanhado de um advogado na tarde desta terça-feira. A Justiça decretou a prisão preventiva dele, e o caso é apurado pela 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre como feminicídio.
Conforme a delegada Thais Dias Dequech, Ana Carolina e o suspeito mantiveram um relacionamento de aproximadamente quatro meses, marcado por separações e reconciliações. O casal havia rompido novamente poucos dias antes do assassinato.
Adolescente tinha medida protetiva
Em junho, uma ocorrência por lesão corporal em contexto de violência doméstica foi registrada contra o então namorado. Ana Carolina solicitou uma medida protetiva, que permanecia válida no momento do crime.
A adolescente chegou a pedir a revogação da proteção, mas o Judiciário manteve a medida. Ela também havia sido encaminhada a um programa de orientação e apoio a vítimas de violência doméstica.
Histórico de vulnerabilidade
A investigação também revelou que Ana Carolina possuía um histórico de vulnerabilidade familiar e social. A mãe da adolescente era falecida, e não havia identificação do pai no registro de nascimento. Ela já havia vivido em abrigos e, atualmente, estava sob a guarda de uma responsável legal.
Em janeiro deste ano, uma ocorrência de desaparecimento também havia sido registrada envolvendo a jovem.
O assassinato passa a integrar os casos de julho e deverá aparecer nas próximas atualizações dos indicadores estaduais. Os números podem sofrer alterações conforme homicídios são esclarecidos ou reclassificados durante as investigações.
Mulheres em situação de violência podem buscar orientação ou denunciar pelo Ligue 180, que funciona gratuitamente durante 24 horas. Em situações de risco imediato, a orientação é acionar a Brigada Militar pelo 190.