Quinta, 12 de Março de 2026
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Acusado de matar vizinho a tiros após discussão vai a júri em Bento Gonçalves

Homem de 28 anos será julgado a partir das 9h desta quinta-feira, 12, no Fórum.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
12/03/2026 às 08h01 Atualizada em 12/03/2026 às 08h36
Acusado de matar vizinho a tiros após discussão vai a júri em Bento Gonçalves

O Fórum da comarca de Bento Gonçalves sedia, a partir das 9h desta quinta-feira (12), mais uma sessão do Tribunal do Júri. No banco dos réus estará Cleiton João Pires, de 28 anos, acusado de assassinar a tiros o próprio vizinho, Evanilson Lima Ferreira, de 36 anos. O crime, motivado por uma desavença banal, chocou a comunidade do bairro Santa Marta em meados do ano passado.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Cleiton será julgado pelos crimes tipificados no Artigo 121, §2º, incisos II e IV do Código Penal. Na prática, ele responde por homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (em razão da discussão prévia) e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (já que os disparos o surpreenderam). A advogada Manuela Almeida atuará como assistente de acusação da Promotoria.

A dinâmica do crime e a prisão

O trágico desfecho da briga entre vizinhos ocorreu no início da tarde de um domingo, dia 17 de agosto de 2025. Por volta das 13h, na rua Natalina Sandrin Zanetti, Evanilson, que era natural do município de Conceição do Coité, na Bahia, envolveu-se em uma discussão. Segundo os levantamentos da Brigada Militar e da Polícia Civil, Cleiton efetuou os disparos de arma de fogo contra a vítima de dentro de um automóvel e fugiu do local.

Evanilson foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Tacchini. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos e teve o óbito confirmado na madrugada do dia seguinte, segunda-feira (18).

Logo após o ataque, as forças de segurança pública localizaram e recolheram o veículo utilizado no crime para a realização de perícia técnica pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). O suspeito Cleiton foi preso pelas autoridades posteriormente no decorrer das investigações e, agora, o conselho de sentença decidirá o seu futuro no plenário do Fórum.

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