
A violência contra a mulher fez mais uma vítima trágica. Gislaine Reguss, de 34 anos, foi brutalmente assassinada a golpes de faca na noite desta terça-feira (10), no bairro Imigração, em Montenegro. O autor do feminicídio é o ex-companheiro da vítima, um homem de 52 anos que cumpria pena no regime semiaberto e que foi preso em flagrante pela Brigada Militar após tentar fugir e resistir à prisão.
De acordo com o boletim da Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 19h45. Gislaine, que era moradora do bairro Faxinal, estava visitando a casa de uma sobrinha quando foi surpreendida e atacada na escada da residência. Ela foi atingida por nove facadas, sendo três delas na região do peito. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado para uma ocorrência inicial enquadrada na Lei Maria da Penha, mas, ao chegar ao local, a equipe médica pôde apenas constatar o óbito da vítima.
Um fato que chama a atenção na investigação é que Gislaine já constava nos registros policiais como desaparecida desde o dia 26 de fevereiro de 2026.
Após cometer o assassinato, o suspeito fugiu pelos fundos da residência em direção a uma área de matagal. Guarnições da Brigada Militar isolaram a cena do crime para o trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e iniciaram buscas intensivas com a ajuda de reforços.
O criminoso foi localizado pouco tempo depois. Durante a abordagem, ele reagiu e tentou atacar os policiais militares usando a mesma faca do crime. Para conter a agressão, os agentes precisaram efetuar um disparo, que atingiu a perna do suspeito. Ele foi preso, encaminhado sob custódia para atendimento no Hospital Montenegro (HM Regional) e, posteriormente, conduzido à delegacia.
As autoridades de segurança pública confirmaram que o homem possui uma extensa ficha criminal, com antecedentes por tráfico de drogas, roubo e homicídio. Ele cumpria pena no Instituto Penal de Novo Hamburgo e, no dia do crime, havia saído para trabalhar, mas não retornou ao sistema prisional no horário determinado. A Polícia Civil assumiu a investigação do caso, que marca o 21º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul neste ano.