Sábado, 07 de Março de 2026
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Justiça proíbe advogado acusado de estupro de divulgar mensagens de vítimas

Professor universitário virou réu nesta terça-feira (3) por crimes sexuais contra dez mulheres. Defesa nega as acusações, contesta a prisão preventiva e pede a quebra do sigilo do processo.

Redação
Por: Redação Fonte: G1 RS
04/03/2026 às 08h16 Atualizada em 04/03/2026 às 10h15
Justiça proíbe advogado acusado de estupro de divulgar mensagens de vítimas

O advogado e professor de Direito Conrado Paulino da Rosa foi judicialmente proibido de divulgar mensagens e expor materiais relacionados às suas supostas vítimas nas redes sociais ou na imprensa. A decisão foi proferida pelo 2º Juizado de Violência Doméstica de Porto Alegre, que concedeu novas medidas protetivas a duas das mulheres que o acusam de violência sexual.

Nesta terça-feira (3), o juiz Sergio Fernando Tweedie Spadoni aceitou a denúncia formal apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Com a decisão, Conrado passa à condição de réu e responderá por doze crimes cometidos contra dez mulheres, incluindo acusações de estupro. A Justiça também manteve a sua prisão preventiva, e o advogado foi transferido para a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan).

O risco de revitimização

As novas medidas restritivas foram solicitadas pela advogada Gabriela Souza, representante das vítimas. O pedido ocorreu após declarações dadas à imprensa por um dos advogados de Conrado, Rodrigo Grecellé Vares. Em entrevista, Vares afirmou possuir documentos e mensagens que provariam a inocência do professor e desqualificariam as denúncias.

Para a assistência de acusação, a exposição desse tipo de material poderia configurar uma ameaça direta e causar a revitimização das mulheres envolvidas no processo. A decisão judicial determina que Conrado está impedido de se aproximar das vítimas, de manter qualquer tipo de contato e de publicar conteúdos ligados a elas. O Judiciário negou uma terceira medida protetiva solicitada e analisa um quarto pedido, que ainda aguarda despacho.

O que diz a defesa

A defesa do advogado contesta as restrições e alega que as medidas protetivas visam, na verdade, impedir que "a verdade venha à tona". Segundo os criminalistas que representam Conrado, existem provas documentais contundentes da sua inocência.

Eles também criticam a manutenção da prisão preventiva, argumentando que a medida extrema está baseada em "suposições e erros fáticos". Para apresentar sua versão publicamente, a defesa confirmou que já protocolou um pedido formal solicitando o levantamento do sigilo do processo.

Após passar por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), em Porto Alegre, antes de ser encaminhado ao sistema prisional, Conrado Paulino da Rosa declarou rapidamente à imprensa que é inocente e que confia que a Justiça prevalecerá.

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