Sábado, 21 de Fevereiro de 2026
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Serra Gaúcha registra o 17º feminicídio do Rio Grande do Sul neste sábado

Durante a madrugada, homem invadiu a casa e estrangulou a companheira, com quem estava em processo de separação.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
21/02/2026 às 08h55
Serra Gaúcha registra o 17º feminicídio do Rio Grande do Sul neste sábado
Roseli foi morta por Ari não aceitar o fim do relacionamento de 28 anos - Foto: Reprodução/Especial NB

A cidade de Nova Prata, na Serra Gaúcha, amanheceu em choque neste sábado (21) com o registro de um grave crime. A ex-vereadora e atual diretora administrativa da Secretaria de Esporte e Lazer do Estado, Roseli Vanda Pires Albuquerque, de 47 anos, foi vítima de feminicídio dentro de seu próprio apartamento. O autor do crime foi o ex-marido, Ari Albuquerque, que tirou a própria vida logo após o ato.

Como ocorreu o feminicídio

De acordo com o comunicado oficial da Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 03h30min da madrugada, em um apartamento localizado na Avenida Presidente Vargas, no centro do município.

A Brigada Militar foi acionada às pressas pela mãe da vítima. Segundo os relatos, a mãe recebeu uma mensagem enviada por Roseli instantes antes do assassinato e, preocupada, chamou as autoridades. Quando as guarnições e a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegaram ao endereço, constataram o óbito de ambos no local.

A delegada titular do município, Liliane Pasternak Krann, informou preliminarmente que a ex-vereadora foi estrangulada. 

Processo de separação e acesso ao apartamento

A investigação apontou que Roseli e Ari foram casados por 28 anos e estavam em processo de separação. O autor do crime já não residia no imóvel, mas ainda possuía uma chave de acesso ao apartamento da vítima. Ele era motorista de ambulância do SAMU no município.

A Polícia Civil de Nova Prata também confirmou que não havia registros recentes de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) envolvendo o ex-casal.

Roseli era uma figura pública muito querida e conhecida na região. Atualmente, ela trabalhava em Porto Alegre durante a semana, atuando no Governo do Estado, e retornava para Nova Prata aos finais de semana. O local do crime segue isolado para os trabalhos do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

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