
O Rio Grande do Sul chegou a nove casos de feminicídio em 2026 com o assassinato de Leila Raquel Camargo Feltrin, de 25 anos, morta a facadas na madrugada deste domingo (25), em Tramandaí, no Litoral Norte do Estado.
O crime ocorreu em uma residência localizada na Rua Rebouças, no bairro São Francisco. Conforme a Brigada Militar, a corporação foi acionada por volta das 6h30, após vizinhos relatarem gritos vindos do imóvel. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima já sem vida, com múltiplos ferimentos provocados por arma branca.
O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, Wesley Samuel Schilling, também de 25 anos, preso em flagrante. Durante a abordagem policial, o homem tentou fugir pelo telhado da residência e por pátios vizinhos, sofrendo cortes e escoriações. Com o apoio de outras viaturas, ele foi capturado.
Segundo a Brigada Militar, o suspeito possui antecedente policial por ameaça. Antes de ser encaminhado à delegacia, ele recebeu atendimento médico devido aos ferimentos causados durante a tentativa de fuga.
Duas meninas, de dois e cinco anos, filhas de Leila, estavam na residência no momento do feminicídio. O Conselho Tutelar foi acionado para garantir a proteção e o acolhimento das crianças, que ficaram sob acompanhamento dos órgãos competentes.
O local do crime foi isolado para o trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP). A ocorrência está sendo investigada pela Polícia Civil como feminicídio, crime caracterizado pelo assassinato de uma mulher em contexto de violência doméstica e de gênero.
Com este caso, o número de feminicídios registrados no Rio Grande do Sul em 2026 chega a nove, reforçando o alerta para a persistência da violência contra a mulher no Estado. Especialistas e autoridades destacam a importância da denúncia precoce de ameaças, do fortalecimento da rede de proteção e da atuação integrada entre forças de segurança, sistema judiciário e políticas públicas de prevenção.
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelos telefones 180, Central de Atendimento à Mulher, e 190, Brigada Militar, que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa.