
Um ataque ousado e em ritmo de “arrastão” assustou moradores de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, na madrugada desta terça-feira (13). Um grupo com pelo menos 14 jovens, a maioria adolescentes, invadiu uma concessionária de motocicletas, quebrou a vitrine e furtou 12 motos, fugindo em seguida pilotando os veículos pelas ruas da cidade. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança e durou menos de três minutos.
As imagens impressionam pela coordenação do grupo, que entra em sequência no estabelecimento e rapidamente toma as motocicletas. Um dos invasores chega a ficar preso na fachada quebrada, enquanto outro cai de uma moto durante a fuga — evidenciando o caos e a pressa da operação criminosa.
Segundo as apurações iniciais, os criminosos quebraram a vitrine com pedradas para acessar o interior da loja. Um detalhe chamou atenção e pode ter sido decisivo para o sucesso do ataque: diversas motos estavam com as chaves na ignição, o que permitiu que os envolvidos saíssem imediatamente pilotando os veículos sem necessidade de forçar travas ou “ligação direta”.
Após o crime, o gerente do estabelecimento afirmou que as chaves costumavam ser mantidas dessa forma para facilitar o deslocamento das motos na loja, procedimento que deve ser revisto após o caso.
A resposta das forças de segurança foi rápida. De acordo com a Polícia Militar de Santa Catarina, houve mobilização logo após o crime e, no decorrer da operação, todas as motos foram recuperadas. Ao menos sete pessoas foram detidas/apreendidas, entre elas adolescentes.
O delegado Ricardo Melo, responsável pelo caso, relatou que os envolvidos demonstraram surpresa até mesmo com o tamanho da ação.
“Eles não tinham um plano específico para depois do furto. Eles apenas decidiram onde esconder as motos na hora”, afirmou o delegado, segundo relatos divulgados pela imprensa.
Além do impacto criminal, o episódio acendeu alerta para empresários do setor: estabelecimentos que lidam com bens de alto valor, como motos, carros e eletrônicos, tornam-se alvos especialmente vulneráveis quando há brechas de proteção.
Neste caso, a combinação de vitrine acessível, ataque rápido e chaves deixadas nos veículos reduziu drasticamente o tempo necessário para o grupo agir — e tornou possível a fuga com 12 motos em questão de minutos.
Especialistas apontam que medidas como grades internas, reforço em vidros, alarmes com resposta rápida, vigilância 24h e retirada de chaves podem ser determinantes para impedir ataques em massa como o registrado em Itajaí.
A Polícia Civil investiga agora a identificação completa dos participantes e eventual responsabilização conforme a idade de cada envolvido. Como parte do grupo era formado por adolescentes, o caso poderá envolver medidas socioeducativas, além de apurações sobre possível participação de adultos na coordenação ou no receptamento dos veículos.