
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul dá início nesta terça-feira (16) à instalação da CPI dos Contratos de Concessão de Rodovias Estaduais, que será presidida pelo deputado Paparico Bacchi (PL). A reunião de instalação está marcada para as 13h15, logo após a sessão plenária extraordinária, convocada pelo presidente do Legislativo, Pepe Vargas (PT), em uma tentativa de abordar as preocupações em torno das concessões rodoviárias no estado.
A comissão contará com a participação de outros 11 deputados de diferentes partidos, incluindo Miguel Rossetto (PT), Sofia Cavedon (PT), Halley Lino (PT), Frederico Antunes (PP), Guilherme Pasin (PP), Rafael Braga (MDB), Capitão Martim (Republicanos), Professor Bonatto (PSDB), Tiago Cadó (PDT), Aloísio Classmann (União Brasil) e Felipe Camozzato (Novo). Além disso, outros 11 parlamentares atuarão como suplentes na CPI.
A instalação da CPI surge em um contexto de crescente insatisfação popular, especialmente entre os moradores do Vale do Paranhana, que se manifestaram contrários às propostas de concessão durante quatro audiências públicas realizadas em novembro nas cidades de Gramado, Taquara, Gravataí e Novo Hamburgo. A expectativa é que a presença de cidadãos nas galerias da Assembleia reforce a pressão sobre os parlamentares, que já demonstraram preocupação com os impactos das concessões.
O deputado Joel Wilhelm (PP) também se pronunciará durante a sessão ordinária, que começa às 14h, abordando o projeto de concessão do Bloco 1, que inclui oito rodovias abrangendo os Vales do Sinos, Paranhana, Grande Porto Alegre, Serra e Litoral Norte, além da construção da RS-010. Wilhelm deve destacar a indignação da população local, afirmando que “uma região toda inconformada e injustiçada” se opõe ao programa do Estado.
Com a instalação da CPI, a Assembleia Legislativa busca aprofundar a discussão sobre as concessões e suas implicações para a infraestrutura e o desenvolvimento regional. O descontentamento popular, evidenciado nas audiências, pode influenciar as deliberações da comissão, que se propõe a investigar a legalidade e a eficácia dos contratos de concessão em questão. A sessão de hoje, portanto, representa um momento decisivo para a política rodoviária gaúcha.