
O mês de maio começa com uma notícia nada alegre para os brasileiros. No Dia do Trabalhador, entra em vigor a cobrança unificada do ICMS. A alteração vai fazer com que o gás de cozinha, por exemplo, tenha um reajuste de preço de até R$ 6,50. Outros combustíveis também podem sofrer alteração de preço.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás de Cozinha do RS (Singasul), Ronaldo Tonet, automaticamente o valor do botijão de 13 quilos terá um aumento de R$ 4,50, podendo chegar, em alguns casos, a R$ 6,50. Isso acontece porque a cobrança de ICMS sobre os combustíveis passará a ser uniforme em todo o país. Atualmente, cada Estado tem percentuais e valores de base diferentes.
O aumento no GLP já vem aparecendo na pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no Estado. Na semana de 16 a 22 de abril, a média encontrada para o botijão de 13 quilos foi de R$ 107,35. Já no levantamento de 23 a 29 de abril, o preço médio subiu R$ 0,26, indo para R$ 107,61. Nessa última pesquisa, a variação ficou entre R$ 87 a R$ 136. Na avaliação de Tonet, essas variações são ligadas aos custos de cada revendedor, como logística, frete e pagamentos de funcionários. Aspectos, que de acordo com ele, também são repassados ao consumidor.
Na gasolina, etano e diesel, a previsão era de que o aumento fosse de R$ 0,27. Porém, com o anúncio da Petrobras de redução de R$ 0,38 no valor vendido na refinaria, não deverá ocorrer mudança de preço nas bombas. A pesquisa da ANP demonstrou pouca alteração de uma semana para a outra no Estado. O valor médio da gasolina comum passou de R$ 5,34 para R$ 5,31, e a aditivada de R$ 5,52 para R$ 5,51. O etanol hidratado foi de R$ 4,87 para R$ 4,82.