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Vinícolas Salton, Aurora e Garibaldi não tinham ligação direta com maus tratos a trabalhadores

Casos análogos à escravidão ocorreram quase que de forma exclusiva no alojamento onde os mais de 200 trabalhadores foram alocados em Bento Gonçalves.

25/02/2023 às 11h42 Atualizada em 26/02/2023 às 17h36
Por: Marcelo Dargelio
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Auditor fiscal Rafael Zan (centro) detalhou que os problemas mais graves ocorreram no alojamento onde os trabalhadores ficavam - Foto: NB Notícias
Auditor fiscal Rafael Zan (centro) detalhou que os problemas mais graves ocorreram no alojamento onde os trabalhadores ficavam - Foto: NB Notícias

Uma entrevista coletiva feita pelo Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federa na manhã deste sábado, 25, mostrou que as vinícolas Garibaldi, Salton e Aurora, não tinham ligação direta com a situação análoga à escravidão encontrada em Bento Gonçalves. As empresas sequer foram fiscalizadas, muito pelo motivo de que mantinham atenção adequada aos trabalhadores enquanto eles atuavam em seus espaços. A investigação recai, principalmente, sobre a empresa Fênix Serviços de Apoio Administrativo (antiga Oliveira & Santana) que trouxe os trabalhadores para atuarem na safra da uva.

Segundo o auditor fiscal do Ministério do Trabalho, Rafael Zan, os principais problemas que caracterizaram o trabalho análogo à escravidão ocorreram junto ao alojamento onde os 207 trabalhadores eram mantidos. Deste total, 198 eram baianos vindos das cidades de Salvador, Serrinha e Feira de Santana, principalmente. As condições precárias do alojamento, a comida servida para os trabalhadores, as agressões e também a restrição de liberdade no local mediante dívida são os levantamentos apontados pelos fiscais para a condição de trabalho escravo. 

Rafael Zan revelou que as vinícolas citadas até o momento (Salton, Aurora e Garibaldi) sequer foram fiscalizadas. Segundo o auditor, isso aconteceu porque os relatos eram de que as empresas atendiam as necessidades dos trabalhadores no local de trabalho, como na alimentação e material de trabalho utilizado. Eles não atuavam em propriedades rurais destas vinícolas, mas sim na atividade de carga e descarga de caixas de uva dos caminhões para as vinícolas. 

Nas propriedades rurais visitadas, Zan destacou que foram encontradas  situações em que os trabalhadores dormiam em um colchão no chão. Porém, o auditor relatou que muitos trabalhadores preferiam ficar nas propriedades rurais do que voltar para o alojamento. O auditor resgatou que a responsabilidade prioritária é da empresa Fênix Serviços de Apoio Administrativo, que foi quem contratou os trabalhadores e trouxe-os das cidades baianas.

De acordo com o auditor fiscal, os proprietários da empresa Fênix, da pousada e do mercadinho são pessoas diferentes. Mesmo assim, ele afirma que há uma ligação entre elas, mas que isso será apurado pelas empresas de segurança.

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Cristina Há 1 ano Bento Gonçalves RSVocês estão falando isso sem saberem nos reais argumentos. E calma lá, que esse pessoal todo aí não é santinho meus queridos. Eles vem pra cá, não se adaptam a cultura, a educação e nada daqui. É só pra constar que todos os crimes que existiram se deu por uma empresa com sócio baiano…o povo que escraviza o próprio povo. Os imigrantes aqui deram duro pra conquistar e manter uma região tão rica e nunca pisaram em ninguém. Então parem de julgar e olhem com mais atenção esse pessoal aí
Eduardo Há 1 ano Porto AlegreVejo um monte gente comentando aqui o quanto "absurdo" é isso tudo. HIPÓCRITAS! Da onde acha que vem os eletrônicos, roupas, artigos de decoração que compram? Tudo produto de mão de obra escrava e condições muito piores, ainda querem dar lição de moral! Bando de ridículos.
FodaseHá 1 ano FodaseSua manchete é um ABSURDO. Não quero saber se os escravos estavam trabalhando na terceirizada que eles contrataram. A empresa é responsável por todos os trabalhadores que fazem parte da cadeia produtiva. Duvido que os donos não sabiam.
DinairHá 1 ano Quirinópolis As vinícolas Salton, Aurora e Garibaldi, e sabe-se lá quem mais, poderosíssimas/influentissimas foram praticamente inocentadas, já de cara e, como sempre, os "grandes tubarões" que lucram absurdamente com a prática destes crimes e de outros mais, não pagam por seus crimes. Dentre as justificativas mais cínicas tem:tais empresas/donos das empresas não têm ligação direta com os crimes e/ou os donos das empresas não tinham conhecimento dos crimes que vinham ocorrendo contra trabalhadores. Ora...
Jefferson Ferreira Há 1 ano Belém Para Alguém poderia apresentar para os gerentes dessas Vinicolas a NR 31. Portaria 3.214... Acho que seria uma grande descoberta...... Taquepariuuuuuuuuu
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