Sexta, 29 de Agosto de 2025
9°C 22°C
Bento Gonçalves, RS
Publicidade

Queiroga evita dizer se apoia decreto contra restrições

Ideia foi levantada pelo presidente Jair Bolsonaro na quarta-feira contra medidas de quarentena em estados e municípios

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio Fonte: R7
06/05/2021 às 12h26
Queiroga evita dizer se apoia decreto contra restrições
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga - (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado 06.05.2021)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, evitou nesta quinta-feira (6), na CPI da Covid, do Senado, posicionar-se sobre temas polêmicos envolvendo a atuação do governo e do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19.

Pressionado sobre a ideia de um possível decreto contra as medidas de restrição de circulação impostas por estados e municípios, ideia ventilada por Bolsonaro na quarta-feira (5), o ministro afirmou que a proposta não é sua e que trabalhará para evitar medidas extremas. "Nós vamos trabalhar para evitar medidas extremas como essas, de fechamento das cidades', limitou-se a dizer.

Em diversos momentos de seu depoimento, Queiroga afirmou que "fazer juízo de valor acerca do que o presidente fala não é competência do ministro da Saúde". Ele se manifestou nesse sentido quando questionado sobre se as falas do presidente teriam impacto negativo sobre a vacinação. 

Outra tema que foi colocado à Queiroga nesta quinta foi o a recusa pelo governo federal da compra de 70 milhões de doses de vacinas da Pfizer após oferta do laboratório em agosto do ano passado. O ministro afirmou que está no cargo há 40 dias e que não tem como avaliar se houve erro na condução do tema. A previsão do laboratório era iniciar a entrega das primeiras doses já em dezembro. Como a compra não foi efetivada no ano passado, as primeiras remessas só chegaram no final de abril. 

Queiroga também evitou apontar falhas na gestão de Eduardo Pazuello. Segundo o atual ministro, ele encontrou o sistema de logística montado adequadamente, o que permitiu a entrega com agilidade dos kits intubação e das vacinas. Também desconversou ao falar sobre a entrega de testes em gestões anteriores.

O atual ministro afirmou ainda que a culpa do excesso de número de mortos por covid-19 ocorreu por falta de fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde).

Queiroga afirmou que todos os países do mundo estão sofrendo para enfrentar a pandemia. E citou que o sistema de saúde inglês e italiano tiveram muita dificuldade para enfrentar o novo coronavírus. Neste momento, ele foi cortado pelo relator da CPI, Renan Calheiros: "Não dá para comparar, porque nenhum desses países tratou a doença como gripezinha."

O ministo citou que mais de 77 milhões de vacinas já foram distribuídas para o país, o que coloca o Brasil na quinta posição mundial entre os que mais imunizam sua população.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Bento Gonçalves, RS
15°
Tempo limpo
Mín. Máx. 22°
15° Sensação
1.34 km/h Vento
79% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h44 Nascer do sol
18h10 Pôr do sol
Sábado
24° 10°
Domingo
23° 12°
Segunda
23° 14°
Terça
23° 16°
Quarta
26° 14°
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,42 +0,08%
Euro
R$ 6,32 -0,03%
Peso Argentino
R$ 0,00 +2,63%
Bitcoin
R$ 628,230,33 -2,30%
Ibovespa
141,730,69 pts 0.48%
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada