Domingo, 18 de Outubro de 2026
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Rio Grande do Sul atinge a marca de 63 feminicídios em 2026

Mulher de 32 anos foi morta a tiros pelo ex-companheiro na madrugada deste domingo, 18.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
18/10/2026 às 15h41
Rio Grande do Sul atinge a marca de 63 feminicídios em 2026
Kimberli Neves Gomes tinha 32 anos e deixa quatro filhos - Foto: Reprodução

Uma mulher de 32 anos morreu após ser atingida por mais de 20 disparos de arma de fogo na madrugada deste domingo, 18 de outubro, em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Três dias antes do crime, ela havia procurado a Polícia Civil para denunciar ameaças atribuídas ao ex-companheiro e solicitado uma medida protetiva de urgência.

A vítima foi identificada como Kimberli Neves Gomes. O crime ocorreu por volta das 3h, no bairro Duque de Caxias. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.

Conforme informações policiais, o principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, Adrian Rian Dornelles Farias, considerado foragido até a atualização das informações divulgadas neste domingo.

Vítima havia procurado a polícia três dias antes

Na quinta-feira (15), Kimberli registrou uma ocorrência policial por ameaça contra o ex-companheiro e solicitou uma medida protetiva de urgência.

Não há confirmação, nas informações disponíveis, de que a medida protetiva já tivesse sido concedida pela Justiça ou de que o suspeito tivesse sido formalmente comunicado da decisão, caso houvesse uma ordem judicial.

O assassinato é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia de Sapucaia do Sul como feminicídio. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do crime e a responsabilidade pelo ataque. Kimberli deixa quatro filhos.

Rio Grande do Sul registra dezenas de feminicídios em 2026

O crime ocorre em meio a uma sequência de mortes de mulheres investigadas como feminicídio no Rio Grande do Sul.

Um levantamento publicado em outubro contabilizava 61 vítimas até o dia 7, distribuídas por 42 municípios gaúchos. A Região Metropolitana concentrava 20 desses casos. Um balanço oficial da Secretaria da Segurança Pública aponta para a marca de 63 vítimas até este domingo, 18 de outubro. A média é de aproximadamente um feminicídio a cada 4,6 dias, ou cerca de três mortes a cada duas semanas.

Como denunciar violência contra a mulher

Mulheres ameaçadas ou vítimas de violência doméstica podem procurar uma Delegacia de Polícia, solicitar medidas protetivas de urgência e buscar atendimento na rede de proteção.

Os principais canais são:

190 — Brigada Militar - Para emergências, agressões em andamento, risco imediato ou descumprimento de medida protetiva com perigo à vítima.

180 — Central de Atendimento à Mulher - Serviço gratuito, 24 horas, para denúncias, orientações e encaminhamento à rede de proteção. Também atende pelo WhatsApp (61) 9610-0180.

181 — Disque-Denúncia RS - Recebe informações sobre crimes, inclusive de forma anônima, 24 horas por dia. Não substitui o 190 em emergências.

0800 541 0803 — Escuta Lilás - Canal estadual de acolhimento, escuta e orientação para mulheres em situação de violência.

Delegacia Online da Mulher - Permite registrar ocorrências e solicitar medidas protetivas de urgência pela internet, para fatos ocorridos no Rio Grande do Sul. Acesse aqui a Delegacia Online