Sábado, 19 de Setembro de 2026
Publicidade

Policial penal é preso investigado por furto de ouro no RS

Investigação do MPRS aponta esquema de lavagem de dinheiro na compra de carros de luxo; defesa nega desvio funcional e alega disputa familiar

Redação
Por: Redação
19/09/2026 às 10h47
Policial penal é preso investigado por furto de ouro no RS
Foto: Reprodução

A Promotoria de Justiça Especializada Criminal do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) efetuou a prisão preventiva do policial penal Cassiano Uflacker Lutz de Castro, que atuava em regime de cedência junto ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O servidor é investigado por furto, associação criminosa, receptação e lavagem de dinheiro no âmbito de um suposto desvio de R$ 10 milhões em barras de ouro pertencentes a um familiar.

As apurações tiveram início em julho de 2026. Conforme o Ministério Público, o metal precioso — oriundo de um prêmio de loteria mantido em uma residência na Zona Sul de Porto Alegre — teria sido retirado pelo agente e vendido a negociadores de ouro. Os valores obtidos teriam sido dissimulados por meio do custeio de viagens, aquisição de frota de veículos para aplicativos, embarcações e automóveis de luxo. A Justiça autorizou o sequestro de dois carros de alto padrão registrados em nome de terceiros, avaliados em R$ 400 mil e R$ 300 mil. A investigação também apura se o agente utilizou sistemas institucionais do MP para consultar dados sigilosos. A detenção ocorreu na última segunda-feira (14 de setembro), quando o servidor foi chamado para o alinhamento de uma operação e acabou recebendo voz de prisão na sede do órgão.

Em nota oficial, a defesa do policial penal repudiou as acusações, sustentando que não se trata de corrupção ou malversação de recursos públicos, mas de uma disputa patrimonial privada entre familiares. A Polícia Penal do Estado e o MPRS confirmaram o cumprimento da ordem judicial expedida pela 1ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e ressaltaram que as investigações prosseguem sob sigilo. O caso afeta a estrutura de segurança e fiscalização no MPRS em Porto Alegre e mobiliza os órgãos de controle da Polícia Penal no RS.