
A Apple apresentou nesta quarta-feira (9), em Cupertino, nos Estados Unidos, o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca. Com preço inicial de R$ 22 mil no Brasil, o aparelho foi o principal destaque do evento que também revelou os novos iPhones 18 Pro e 18 Pro Max e recursos de inteligência artificial.
O Duo marca a entrada da Apple em um segmento já explorado por fabricantes como Samsung, Huawei e Google. Durante a apresentação, a companhia destacou a resistência da dobradiça e a redução da marca na região central da tela, dois pontos que costumam acompanhar a discussão sobre celulares dobráveis. As afirmações são da fabricante e ainda dependem de avaliações independentes de uso.
O aparelho terá suporte à caneta Apple Pencil, acessório utilizado nos iPads, e sensor de impressão digital na lateral. A venda geral está prevista para começar em 23 de outubro.
Nos Estados Unidos, o preço inicial será de US$ 1.999. No Brasil, os valores variam conforme a capacidade de armazenamento:
| Versão do iPhone Duo | Preço |
|---|---|
| 256 GB | R$ 22.000 |
| 512 GB | R$ 23.500 |
| 1 TB | R$ 26.500 |
| 2 TB | R$ 31.000 |
A nova geração de celulares convencionais também ganhou espaço na apresentação. O iPhone 18 Pro chegará ao mercado americano a partir de US$ 1.199, enquanto o iPhone 18 Pro Max terá preço inicial de US$ 1.299. Ambos ficaram US$ 100 mais caros que os respectivos modelos da geração anterior. A disponibilidade está prevista para 18 de setembro.
Entre as novidades visuais está a opção na cor vinho. No interior dos aparelhos, o destaque é o chip A20 Pro, apresentado como peça central para executar os novos recursos de inteligência artificial. Com CPU de seis núcleos, o processador promete até 40% mais desempenho e aumento de 50% na largura de banda da memória, segundo a Apple.
A companhia também apresentou avanços na Siri e na Apple Intelligence. A proposta é ampliar o uso da inteligência artificial nas tarefas cotidianas, combinando processamento no próprio celular com a infraestrutura de nuvem privada da empresa para operações mais complexas.
Durante o evento, a Apple afirmou que essa estrutura protege os dados pessoais e impede que a própria companhia tenha acesso às informações processadas. O discurso reforça a privacidade como um dos argumentos da fabricante para disputar espaço no mercado de inteligência artificial.