Terça, 08 de Setembro de 2026
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Advogada é presa por suspeita de elo com rede de exploração sexual

Investigação aponta que defensora descumpriu acordo com o MP, transferiu vítimas para outro prostíbulo e fez ameaças de morte

Redação
Por: Redação
08/09/2026 às 22h11
Advogada é presa por suspeita de elo com rede de exploração sexual
Foto: Reprodução

Uma advogada foi presa preventivamente em Ijuí, no Noroeste do Estado, em desdobramento das investigações sobre cárcere privado, exploração sexual e trabalho análogo à escravidão na região. A ordem de prisão foi cumprida na última sexta-feira (4 de setembro) após o surgimento de denúncias de intimidação a testemunhas e descumprimento de termos legais.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher atuava na defesa de integrantes de uma facção criminosa. Ela havia assumido o compromisso perante o Ministério Público de garantir o resgate e o retorno seguro de jovens mantidas em situação vulnerável para suas famílias. No entanto, as investigações revelaram que as vítimas foram transferidas para outra casa de prostituição, localizada no município de Planalto, no Norte do Estado.

Em ação no novo endereço, a polícia resgatou oito mulheres. Em depoimento prestado às autoridades, uma das vítimas relatou ter sido ameaçada de morte pela própria advogada durante o trajeto entre as cidades, caso voltasse a se comunicar com os investigadores. A declaração de coação serviu de base para o pedido de prisão de advogada em Ijuí.

Além da defensora, outros dois suspeitos — uma funcionária da casa e o gerente da organização — foram detidos nos dias seguintes. Os locais seriam operados por ordens enviadas de dentro da Penitenciária Modulada de Ijuí. O caso teve início em agosto durante a Operação Momentum Libertatis, liderada pela DEAM de Ijuí, que desmantelou o esquema de retenção de mulheres por meio de dívidas fáticas e impagáveis.

Em nota divulgada nesta terça-feira (8 de setembro), a OAB/RS confirmou que tomou conhecimento das apurações e solicitou acesso aos autos do inquérito para analisar a conduta da profissional e adotar as medidas disciplinares e institucionais cabíveis em relação ao caso de exploração sexual no RS.

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