Quarta, 02 de Setembro de 2026
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Obra de creche no Fenavinho é embargada e fica sem previsão

Prefeitura paralisou construção de R$ 3,5 milhões após apontar concretagem sem vistoria e trabalhadores sem registro; 94 vagas para crianças de 0 a 3 anos seguem no papel.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
02/09/2026 às 19h20 Atualizada em 02/09/2026 às 19h47
Obra de creche no Fenavinho é embargada e fica sem previsão
Não há previsão de quando as obras na escola serão retomadas

A creche anunciada em 2025 como reforço decisivo para a educação infantil de Bento Gonçalves parou antes de sair do chão. A obra da nova Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) do bairro Fenavinho, na rua Flamínio Razera, 292, foi embargada pela Prefeitura em 31 de julho, cinco meses depois do início dos trabalhos, e segue sem previsão de retomada.

A construção Foi viabilizada por convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), dentro do Novo PAC: são R$ 3,46 milhões em repasses federais e contrapartida municipal de R$ 34,9 mil, totalizando cerca de R$ 3,5 milhões. O anúncio foi feito ainda em maio de 2025. No modelo Creche Tipo 2, a unidade foi projetada para atender 94 crianças de 0 a 3 anos em tempo integral, do Berçário I ao Maternal II, beneficiando famílias do Fenavinho, Eucaliptos e Vila Nova I e II.

De acordo com o Portal da Transparência, até o embargo da obra, a Prefeitura de Bento Gonçalves tinha pago R$ 215.792,28 à empresa Pavi Construções e Incorporações Ltda. A previsão de entrega da escola pronta era o dia 29 de setembro deste ano.

Por que a obra parou

Empresa realizou apenas o trabalho de fundação da obra e recebeu mais de R$ 215 mil

 

Em nota, o município informou que o embargo foi determinado pela Fiscalização Municipal após a constatação de infrações graves da empresa contratada. Entre elas, concretagem de estruturas sem a vistoria prévia de segurança exigida pelos protocolos da construção civil e a presença de trabalhadores sem registro formal no canteiro.

Os trabalhos haviam começado em 2 de fevereiro. Até o bloqueio, a empreiteira havia executado apenas a preparação do terreno, a escavação e o início da fundação.

Novo edital, sem data

A administração municipal defendeu o embargo como medida de proteção, afirmando que não há margem para falhas ou descumprimento de leis em obras voltadas ao ensino infantil. O Executivo instaurou processo administrativo para punir a empresa e rescindir o contrato, com o objetivo de licitar novamente "o mais rápido possível". Não há, porém, data para o novo edital nem para o reinício da construção.

Enquanto isso, as 94 vagas prometidas continuam apenas no projeto.

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