
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiram alerta vermelho em função da formação de um sistema de baixa pressão que dará origem a um ciclone-bomba — tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva. O fenômeno se intensificará entre a Argentina, o Uruguai, o litoral gaúcho e o Oceano Atlântico a partir desta quinta-feira (6).
Embora o centro do ciclone ganhe força sobre o mar, o avanço da frente fria associada ao sistema atingirá diretamente o território gaúcho, trazendo alto risco de tempestades severas, granizo, descargas elétricas e rajadas intensas de vento em diversas regiões.
Na Serra Gaúcha, o cenário para esta quinta-feira (6) será marcado por períodos de céu nublado e aberturas de sol durante o dia. Entre a tarde e a noite, o avanço da instabilidade trará pancadas de chuva (com volume estimado em 4,2 mm e 92% de probabilidade) e forte elevação na velocidade dos ventos.
Em Bento Gonçalves, os termômetros variam entre a mínima de 14°C e a máxima de 22°C. A principal atenção se volta para as rajadas de vento de quadrante Norte, que podem atingir 61 km/h na região.
Entenda o fenômeno e os riscos no Estado:
O que é o ciclone-bomba: Caracteriza-se pela queda vertiginosa da pressão atmosférica no centro do sistema em um intervalo de até 24 horas, provocando ventos de grande intensidade.
Riscos de vento e granizo: Várias regiões do Estado podem registrar rajadas superiores a 100 km/h, especialmente nas faixas Sul e Leste.
Risco de tornados: Conforme o meteorologista Gustavo Verardo, da Climatempo, a combinação de ar quente, umidade e a chegada da frente fria cria um ambiente propenso à formação de tornados, principalmente no Oeste e nas Missões.
A recomendação das autoridades e meteorologistas é de atenção total às orientações da Defesa Civil, evitando abrigo sob árvores, estruturas metálicas ou marquises durante as pancadas de chuva e o vento forte.