Segunda, 20 de Julho de 2026
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Convenções partidárias abrem fase decisiva das eleições de 2026

Partidos têm até 5 de agosto para oficializar candidaturas; no Rio Grande do Sul, seis siglas já anunciaram as datas de seus encontros.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
20/07/2026 às 08h18
Convenções partidárias abrem fase decisiva das eleições de 2026

Começa nesta segunda-feira (20) o período de convenções partidárias das eleições de 2026. Até 5 de agosto, partidos e federações poderão realizar os encontros destinados à escolha de candidatos e à definição de eventuais coligações para as disputas majoritárias.

As convenções representam uma etapa indispensável para quem pretende concorrer. “O candidato, para que obtenha o deferimento do seu registro de candidatura, deverá, necessariamente, ter sido escolhido em convenção”, explica Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral e sócio do Barcelos Alarcon Advogados.

Na prática, é durante esses encontros que os pré-candidatos são formalmente escolhidos pelas legendas. A participação na convenção, entretanto, não garante automaticamente a candidatura: os nomes ainda precisam ser registrados e aprovados pela Justiça Eleitoral.

Em 2026, os brasileiros irão às urnas para eleger presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, dois senadores por estado, além de deputados federais, estaduais e distritais.

Encerradas as convenções, partidos, federações e coligações terão até as 19h de 15 de agosto para apresentar os pedidos de registro. A propaganda eleitoral nas ruas e na internet será permitida a partir de 16 de agosto. O calendário foi estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Seis convenções estão previstas no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, pelo menos seis partidos com pré-candidatos ao Palácio Piratini já divulgaram as datas de suas convenções estaduais.

O primeiro encontro será realizado pelo PL, na quarta-feira (22), no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. A legenda deve confirmar o deputado federal Luciano Zucco como candidato ao governo, tendo a deputada estadual Silvana Covatti (PP) como vice.

A chapa apoiará os deputados federais Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL) para as duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado.

No sábado (25), será a vez do PDT oficializar a candidatura de Juliana Brizola ao governo estadual. A convenção está marcada para a Casa do Gaúcho, em Porto Alegre. Edegar Pretto (PT) deverá ser confirmado como candidato a vice. Manuela d’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) integram a composição prevista para a disputa ao Senado.

O PSDB marcou sua convenção para 30 de julho, na Câmara Municipal de Porto Alegre. O partido pretende lançar Marcelo Maranata ao governo e Cláudio Diaz como vice. Milton Cardoso (PSDB) e Renato Jaguarão (Cidadania) devem disputar as vagas ao Senado.

Duas convenções estão previstas para 1º de agosto. O MDB deverá confirmar o atual vice-governador Gabriel Souza como candidato ao Piratini, em encontro no Teatro Dante Barone. A composição tem Ernani Polo (PSD) como vice e o ex-governador Germano Rigotto (MDB) e o deputado estadual Frederico Antunes (PSD) como postulantes ao Senado.

O PSTU, por sua vez, pretende lançar Rejane de Oliveira ao governo e Adão Lima como vice. Régis Ethur e Daniela Maidana deverão compor a chapa para o Senado.

Fechando a agenda já divulgada, a Unidade Popular (UP) realizará sua convenção em 2 de agosto. Priscila Voigt deverá ser confirmada como candidata ao governo, acompanhada de Naf Nascimento como vice. Tânia Peres e Luciano do MLB são os nomes previstos para a disputa ao Senado.

As datas e composições ainda podem sofrer alterações até a realização das convenções.

Presidenciáveis também têm encontros marcados

Entre os principais nomes da corrida presidencial, cinco já possuem convenções agendadas. Quatro eventos serão realizados em São Paulo, maior colégio eleitoral do país:

  • 25 de julho: Flávio Bolsonaro, do PL, em São Paulo;

  • 26 de julho: Ronaldo Caiado, do PSD, em São Paulo;

  • 27 de julho: Romeu Zema, do Novo, em Brasília;

  • 1º de agosto: Renan Santos, do Missão, em São Paulo;

  • 2 de agosto: Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, em São Paulo.

Até que sejam escolhidos nas convenções e tenham os registros apresentados à Justiça Eleitoral, os nomes permanecem na condição de pré-candidatos.

Convenções precisam cumprir regras

Cada partido pode definir a data e o formato de sua convenção, que poderá ser presencial, virtual ou híbrida. Os critérios internos de escolha também são estabelecidos pelas legendas e federações, respeitadas as normas estatutárias e eleitorais.

As federações, formadas por partidos que se comprometem a atuar conjuntamente por pelo menos quatro anos, realizam convenções unificadas. Já as coligações podem ser constituídas apenas para as eleições majoritárias — presidente, governador e senador.

Nas disputas proporcionais para a Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas, as listas apresentadas devem respeitar a cota de gênero, com o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo.

As convenções também definem os números que serão utilizados pelos candidatos nas urnas. Além disso, devem produzir uma ata com as deliberações e uma lista de presença. Os documentos precisam ser encaminhados à Justiça Eleitoral até o dia seguinte ao encontro e publicados no sistema DivulgaCandContas.

Os partidos devem possuir órgãos de direção regularmente constituídos e anotados na Justiça Eleitoral na data da convenção. Os encontros podem ser realizados gratuitamente em prédios públicos, desde que o responsável pelo espaço seja comunicado com pelo menos uma semana de antecedência e a legenda assuma a responsabilidade por eventuais danos.

Nos 15 dias anteriores à convenção, os interessados podem fazer propaganda intrapartidária para conquistar o apoio dos filiados. Essa divulgação deve permanecer restrita ao ambiente partidário e não pode ser veiculada em rádio, televisão ou outdoors. As regras completas estão disponíveis no TSE.

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