Sexta, 17 de Julho de 2026
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Clínicas de estética são alvo de operação por venda ilegal de canetas emagrecedoras

Polícia Civil cumpriu 11 mandados de busca e apreendeu medicamentos, seringas e receituários; estabelecimentos comercializavam produtos sem autorização sanitária

Redação
Por: Redação
17/07/2026 às 10h43
Clínicas de estética são alvo de operação por venda ilegal de canetas emagrecedoras
A Polícia Civil apura a origem dos produtos. (Foto: Polícia Civil / Divulgação)

Sete clínicas de estética localizadas em Gramado e Canela, na Região das Hortênsias, foram alvo de uma operação da Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (15). A ação investiga a comercialização ilegal e a aplicação sem autorização de medicamentos voltados ao emagrecimento, com foco especial nas chamadas "canetas emagrecedoras". Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos dois municípios.

Segundo o delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela, as investigações começaram a partir de denúncias que apontavam a oferta irregular dos fármacos nos estabelecimentos. Dos locais vistoriados, três ficam em Canela e quatro em Gramado — os nomes das clínicas e dos investigados não foram revelados pelas autoridades para não comprometer o andamento dos inquéritos.

A ofensiva contou com a participação de 14 policiais civis de Gramado, Canela, São Francisco de Paula e Nova Petrópolis, além do apoio técnico de fiscais das Vigilâncias Sanitárias municipais. Durante as buscas nas clínicas e em imóveis ligados aos proprietários, os agentes apreenderam:

  • Medicamentos de origem controlada;

  • Seringas e agulhas utilizadas nos procedimentos;

  • Receituários médicos e documentos comerciais;

  • Outros insumos sem comprovação de procedência legal.

A Polícia Civil e os órgãos de fiscalização agora apuram a procedência exata dos medicamentos, a regularidade da venda, a suspeita de contrabando ou descaminho de substâncias e a prática de crimes contra a saúde pública e as relações de consumo. De acordo com os delegados responsáveis, a aplicação ou o fornecimento de remédios sem prescrição e em desacordo com a Anvisa configuram crimes graves que, somados, podem render penas de até 15 anos de reclusão.

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