Sexta, 10 de Julho de 2026
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Pastor é preso suspeito de abuso sexual contra criança de 3 anos

Investigação da Polícia Civil confirmou violência por meio de laudo pericial; homem de 36 anos atuava como recreacionista em igreja e teve prisão preventiva decretada

Redação
Por: Redação
10/07/2026 às 15h04
Pastor é preso suspeito de abuso sexual contra criança de 3 anos
Foto: Ilustração

Uma denúncia grave mobilizou as forças de segurança pública e resultou na prisão de um líder religioso na região Noroeste do Estado. A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta sexta-feira (10), um mandado de prisão preventiva contra um pastor de 36 anos, suspeito de cometer abuso sexual contra uma criança de apenas 3 anos de idade. A captura ocorreu no município de Três de Maio, após célere manifestação e expedição da ordem judicial pelo Poder Judiciário.

De acordo com as informações fornecidas pelo delegado João Vitório Barbato, responsável pela condução do inquérito, o caso chegou ao conhecimento das autoridades por meio dos próprios pais da vítima, que também exercem funções pastorais na mesma instituição religiosa. Imediatamente após o registro da ocorrência, os agentes acionaram os protocolos de proteção e encaminharam a criança para a realização do exame de corpo de delito. O laudo pericial médico-legal foi contundente, confirmando a violência e apresentando resultado positivo para sinais físicos compatíveis com abuso sexual.

Atuação na igreja, prisão preventiva e encaminhamento ao presídio

O andamento das investigações apontou como o investigado se aproveitava da proximidade para ter acesso à vítima:

  • Função de Recreacionista: O delegado detalhou que, além de suas atribuições eclesiásticas, o homem exercia formalmente a função de recreacionista infantil nas atividades internas da igreja frequentada pela família da vítima;

  • Decreto Judicial: Com base na robustez do laudo médico e nos depoimentos iniciais colhidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi prontamente concedida pela Justiça para garantir a ordem pública e a integridade da instrução criminal;

  • Recolhimento: Após a formalização dos trâmites na delegacia local, o homem foi conduzido e recolhido ao Presídio Estadual de Santa Rosa, onde permanecerá trancafiado à disposição da Justiça;

  • Preservação da Vítima: Seguindo as determinações estritas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Polícia Civil manteve em sigilo o nome do agressor e a denominação da igreja, visando salvaguardar a identidade e evitar a sobreexposição da criança afetada.

A equipe policial civil tem agora um prazo regulamentar de 10 dias para concluir o inquérito e remetê-lo ao Ministério Público para o oferecimento da denúncia criminal.

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