
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e com o apoio operacional da 2ª Delegacia de Polícia (2ª DP) de Bento Gonçalves, deflagrou uma importante ação na tarde da última terça-feira (30) para reprimir crimes de perseguição e violação de privacidade. A ofensiva, que integrou o cronograma da Operação Mulher, resultou no cumprimento de um Mandado de Busca e Apreensão (MBA) expedido pela 2ª Vara Criminal do município na residência de um detetive particular.
O profissional de investigação privada vinha sendo monitorado pelas autoridades após denúncias de que estaria auxiliando ativamente o ex-namorado da vítima em atos contínuos de assédio e perseguição (stalking). Conforme apontam os relatórios policiais, o suspeito utilizava métodos ilícitos e abusivos para quebrar sigilos e obter informações protegidas por lei, monitorando passos e rotinas da mulher sem qualquer autorização legal.
Durante as buscas minuciosas realizadas no imóvel do detetive, as equipes localizaram uma série de materiais de interesse criminal, incluindo armamento sem documentação regulamentar e mídias de armazenamento digital:
Armamento: Um revólver calibre .38 e oito munições intactas do mesmo calibre;
Dispositivos Eletrônicos: Uma CPU de computador de mesa e um aparelho celular, que serão submetidos à perícia técnica;
Armazenamento de Dados: Cinco pen drives contendo arquivos, relatórios e possíveis registros de monitoramento clandestino.
A delegacia responsável pelo caso fez questão de ressaltar que a atividade de detetive particular é perfeitamente lícita e regulamentada pela legislação brasileira. Contudo, a atuação desse profissional deve respeitar rigorosamente os limites constitucionais e o direito à privacidade, sendo terminantemente vedada a captação de dados por meios fraudulentos, invasão de rotinas ou qualquer facilitação de condutas que configurem violência psicológica ou perseguição contra a mulher.