
Uma grande operação de combate aos crimes ambientais e aos maus-tratos contra animais foi deflagrada pelas forças de segurança pública e órgãos de fiscalização sanitária em Capão da Canoa, no Litoral Norte gaúcho. A ofensiva resultou na localização e no resgate de mais de 60 galos de briga, além de outras aves de diferentes espécies, que eram mantidas em condições de total insalubridade.
A investida ocorreu após o recebimento de denúncias anônimas que apontavam para a existência de uma estrutura clandestina utilizada para o treinamento e a promoção de rinhas de galo na localidade. Ao ingressarem no endereço alvo da fiscalização, os policiais e os agentes ambientais constataram o cenário de degradação e confirmaram o crime em flagrante.
Os animais foram encontrados mutilados e confinados de forma cruel em cubículos escuros:
Sinais de Violência: A maioria dos galos apreendidos apresentava ferimentos severos pelo corpo, esporas cortadas e ausência de penas, características clássicas de aves submetidas a combates forçados;
Cativeiro Abafado: As aves estavam trancadas em pequenas caixas de madeira e gaiolas individuais de ferro, privadas de luz solar direta, circulação adequada de ar, água limpa e alimentação balanceada;
Procedimentos Jurídicos: Os responsáveis pelo imóvel foram identificados, qualificados pelos agentes da Polícia Civil e autuados com base na Lei de Crimes Ambientais. Todo o maquinário e os apetrechos utilizados para alimentar o circuito ilegal de apostas também foram confiscados.
Ações severas contra o circuito de rinhas clandestinas e o comércio ilegal de animais silvestres recebem atenção imediata das patrulhas ambientais em todo o Rio Grande do Sul.