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"Vamos conviver com esse cenário de caos por mais 15 a 20 dias"

Previsão foi passada pelo superintendente do Hospital Tacchini, Hilton Mancio, em relação ao grande número de casos positivos de coronavírus em Bento Gonçalves.

04/03/2021 21h17 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação Fonte: NB Notícias
Divulgação
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O cenário é de preocupação e apreensão em um dos principais hospitais da Serra Gaúcha, o Hospital Tacchini, em Bento Gonçalves. O superintendente da casa de saúde, HiltonMancio, deu uma entrevista coletiva e detalhou as dificuldades enfrentadas pelos profissionais da área da saúde para dar conta do atendimento de dezenas de pessoas que estão internadas no hospital por causa da Covid-19. O Tacchini praticamente esvaziou sua estrutura para o atendimento de outros casos, suspendeu cirurgias eletivas e está se preparando diariamente para mais 15 a 20 dias de recebimento de pessoas infectadas.

Segundo Hilton Mancio, o hospital vive o pior momento desde o início da pandemia do novo coronavírus em fevereiro do ano passado. Nesta quinta-feira, 4 de março, a casa de saúde bateu mais um recorde: tem atualmente 116 pacientes internados com a Covid-19. Diariamente, na barraca fast track, os atendimentos não baixam de 80 pessoas que apresentam sintomas da doença. Além disso, o número de internados na UTI saltou de 50 para 58 em apenas 24 horas. Deste total, 42 pacientes estão com a Covid-19, 3 são considerados suspeitos e outros 13 estão internados por outras doenças.

O superintendente explicou que a sobrecarga sobre todos os profissionais de saúde é imensa e o hospital está abrindo novas alas para garantir o atendimento a todas as pessoas que precisam ser internadas. O pior, afirma Mancio, é que a estimativa não é nada boa. "Nossa equipe de analistas prevê que continuaremos com um alto índice de internações por, pelo menos, 15 a 20 dias. Esperamos continuar dando conta de atender todo mundo que chega", destacou o superintendente.

Uso de respiradores vai determinar o colapso no atendimento

Hilton Mancio revelou que o Hospital Tacchini só não entrou em colapso no seu atendimento graças ao pouco uso por parte dos pacientes internados em UTI. Segundo ele, a casa de saúde possui hoje 54 respiradores, mas somente 32 estão em uso, sobrando ainda 22. O superintendente explica que o tempo médio que um paciente fica na UTI Covid é em torno de 20 dias. "Se todos os 58 internados na UTI precisassem de respirador, entraríamos em colapso. O que vai determinar que continuemos recebendo pacientes na UTI é a quantidade de respiradores utilizados", revelou o superintendente.

Um outro problema sério enfrentado pelo hospital é a falta de colaboradores. A casa de saúde não consegue suprir todas as vagas disponíveis para médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Além disso, o quadro profissional sofreu um novo revés com a decisão da justiça de fechar as escolas de Educação Infantil. "Estamos com 20 funcionários que não podem trabalhar porque não têm com que deixar seus filhos. Já pedimos a um representante do governador para que ele torne a Educação um serviço essencial ou então abra uma exceção para que as escolas de Educação Infantil possam atender os filhos de profissionais da área da saúde", finalizou Mancio.

Cirurgias eletivas foram suspensas

O aumento substancial de atendimentos e internações relacionadas à Covid-19 nos últimos dias obrigou o Hospital Tacchini a suspender por tempo indeterminado todas as cirurgias eletivas agendadas. As estruturas que estavam sendo utilizadas para realização dessas cirurgias foram adaptadas para receber pacientes de média e alta complexidade até que haja condições de encaminhá-los a um leito regular de UTI. Os profissionais da saúde que estavam trabalhando no Centro Cirúrgico também foram redirecionados para as áreas com maior demanda dentro do hospital.

 

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