Sexta, 12 de Junho de 2026
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Após descarte de gripe aviária, Zoológico de Sapucaia do Sul reabre

Parque estava fechado desde maio após morte de aves aquáticas; laudos confirmaram diagnóstico de botulismo, que não oferece risco de contágio aos visitantes

Redação
Por: Redação
12/06/2026 às 18h12 Atualizada em 12/06/2026 às 18h51
Após descarte de gripe aviária, Zoológico de Sapucaia do Sul reabre
Foto: Reprodução

O governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), confirmou a reabertura do Parque Zoológico, localizado em Sapucaia do Sul, para visitação pública a partir deste sábado (13). A deliberação oficial ocorreu após uma reunião técnica realizada nesta sexta-feira (12), que validou o restabelecimento das condições de segurança sanitária no local.

A decisão de reabrir as portas baseou-se no fato de o parque contabilizar 15 dias consecutivos sem registrar mortes de aves em seu recinto. A estabilização do quadro sanitário e a comprovação da eficácia das medidas de biossegurança adotadas pelas equipes de manejo ambiental deram o aval técnico necessário para a retomada do fluxo de turistas e moradores.

Diagnóstico laboratorial e histórico do fechamento

O fechamento temporário ocorreu em maio como uma ação estritamente preventiva para conter riscos biológicos potenciais.

A investigação que culminou na reabertura envolveu um esforço conjunto e análises científicas detalhadas:

  • Bloqueio preventivo: O zoológico encontrava-se com as atividades suspensas desde o dia 15 de maio, medida adotada logo após a identificação de mortes atípicas de aves aquáticas;

  • Doenças descartadas: Exames laboratoriais descartaram formalmente a presença de enfermidades virais de alta relevância e impacto econômico, como a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) e a Doença de Newcastle;

  • Causa conclusiva: No dia 9 de junho, os laudos diagnosticaram que os óbitos foram causados por botulismo, uma enfermidade provocada pela toxina da bactéria Clostridium botulinum;

  • Ausência de risco: Os veterinários reforçam que o botulismo não é uma doença contagiosa por contato, o que significa que não há qualquer risco de transmissão aos frequentadores do parque.

Durante o período de isolamento do local, os profissionais do zoológico atuaram de forma integrada com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Secretaria da Saúde (SES). A liberação do espaço regulariza as atividades de lazer e turismo no Parque Zoológico de Sapucaia, movimentando a agenda de passeios e destacando as ações de preservação ambiental no RS.

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