Segunda, 08 de Junho de 2026
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Investimentos no SUS Gaúcho permitem ampliação de atendimentos em ambulatórios de feridas crônicas no Estado

A partir de investimentos do SUS Gaúcho, o Rio Grande do Sul ampliou o número de ambulatórios especializados em feridas crônicas e/ou complexas. Em...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom RS
08/06/2026 às 14h36
Investimentos no SUS Gaúcho permitem ampliação de atendimentos em ambulatórios de feridas crônicas no Estado
Ambulatório de feridas crônicas no Hospital São Francisco de Assis, em Parobé -Foto: Divulgação Hospital São Francisco de Assis

A partir de investimentos do SUS Gaúcho, o Rio Grande do Sul ampliou o número de ambulatórios especializados em feridas crônicas e/ou complexas. Em 2025, foram repassados R$ 2,42 milhões a mais para quatro serviços que atendem pacientes com lesões que não cicatrizam no tempo esperado, geralmente ultrapassando de quatro a seis semanas. Ao longo de 2026, outros cinco novos serviços foram habilitados e o repasse anual será de R$ 19,36 milhões.

Tendo como porta de entrada a Atenção Primária à Saúde (APS), por meio de encaminhamento realizado exclusivamente por meio do sistema de gerenciamento de consultas do Estado (Gercon), os ambulatórios de feridas crônicas funcionam com caráter eletivo e ambulatorial, não havendo necessidade de internação hospitalar.

As ações assistenciais são desenvolvidas por equipe multiprofissional, composta por, no mínimo, médico cirurgião vascular, enfermeiro, técnico de enfermagem, nutricionista e assistente social. Cada ambulatório possui a meta de realizar 40 novas consultas mensais, além dos atendimentos de acompanhamento (retornos).

Ambulatórios que integram a rede

  • Hospital São Francisco de Assis – Parobé

  • Hospital Santa Cruz – Santa Cruz do Sul

  • Santa Casa de Rio Grande – Rio Grande

  • Associação Cristã de Deficientes – Passo Fundo

  • Hospital São Carlos – Farroupilha

  • Santa Casa de Alegrete - Alegrete

  • Hospital Santo Antônio – São Francisco de Assis

  • Hospital São Francisco de Paula – Cruz Alta

  • Fidene/Unijuí – Ijuí

Os usuários encaminhados aos ambulatórios são aqueles com feridas crônicas e/ou complexas, classificados com risco alto ou muito alto. De janeiro a maio de 2026 1.136 pacientes já foram atendidos. O número de pacientes agendados para a primeira consulta cresceu, passando de 187 em outubro de 2025 para 218 em maio de 2026.

Ao longo de 2026, outros quatro serviços foram habilitados e o repasse anual será de R$ 19,36 milhões -Foto: Divulgação Hospital São Francisco de Assis
Ao longo de 2026, outros quatro serviços foram habilitados e o repasse anual será de R$ 19,36 milhões -Foto: Divulgação Hospital São Francisco de Assis

Atendimento que melhora o conforto dos pacientes

Moradora de Taquara, no Vale do Paranhana, Elisete Candido, 59 anos, chegou ao Centro Especializado em Lesões de Pele (Celp), vinculado ao ambulatório de feridas crônicas de Parobé, após indicação de um enfermeiro, em março de 2025. “Depois de estar sofrendo com muitas dores há quatro anos, com um ferimento horrível, cheguei no Celp, no Hospital São Francisco de Assis. Ali comecei um tratamento em que fui bem acolhida pela equipe que aplicava o laser e fazia a limpeza e os curativos. No começo, era necessário ir mais de uma vez por semana. Depois, a frequência foi diminuindo conforme a lesão ia melhorando”, relembrou.

“O tratamento no ambulatório foi fundamental, porque depois de tanto tempo lutando com essa dificuldade eu já estava cansada da situação. Mas depois que comecei a ser atendida no ambulatório, comecei a ter esperança com os resultados”, contou Elisete, que também foi acompanhada por psicóloga e nutricionista ao longo do processo.

Com alta desde maio de 2026, Elisete comemorou a mudança de vida: “Tenho muita gratidão a todos os profissionais que sempre me acolheram com carinho e dedicação. Fiz cirurgia da retirada das safenas nas duas pernas, estou ótima, muito bem, e usando meus saltos, algo que não podia mais fazer. Hoje estou curada, pela graça de Deus e pelo cuidado desses anjos que ele me proporcionou. Só tenho gratidão e estou muito feliz, pois estou levando uma vida com qualidade, justamente o que não tinha antes”, concluiu a paciente atendida em Parobé.

Texto: Ascom SES
Edição: Secom

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