
Com o encerramento da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe no último sábado (30), diversos municípios do Rio Grande do Sul deram início, nesta segunda-feira (1º de junho), à ampliação do público-alvo para receber as doses contra a Influenza. A estratégia busca elevar a cobertura vacinal do estado antes da consolidação do inverno, período crítico para o avanço das doenças respiratórias.
A ampliação é de responsabilidade técnica e autonomia de cada prefeitura. No entanto, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) fez um alerta importante: uma vez zerados os estoques atuais nas cidades, não haverá envio de novos lotes ou reposição por parte do Ministério da Saúde. Por isso, as secretarias de saúde locais precisam manter uma reserva técnica de segurança para seguir atendendo os grupos mais vulneráveis.
Diferente de algumas cidades que abriram as doses para a população em geral, a Secretaria Municipal de Saúde de Bento Gonçalves adotou um plano direcionado para proteger a comunidade infantojuvenil. Na Capital do Vinho, onde 21.630 pessoas pertencentes aos grupos prioritários foram imunizadas durante a campanha oficial, a vacinação passa a ser ampliada especificamente para crianças e jovens de seis meses a 15 anos de idade.
O atendimento para esta faixa etária ocorre nas unidades de saúde locais que possuem sala de vacina ativa. Contudo, a prefeitura municipal emitiu um aviso importante aos moradores: a imunização contra a gripe não estará disponível nas unidades básicas dos bairros Cohab, Eucaliptos, Progresso, Faria Lemos, São Valentim e 15 da Graciema.
Devido à autonomia dada pela Secretaria Estadual, o início da vacinação em massa ou ampliada apresenta variações de datas no entorno da capital e regiões vizinhas:
Sábado (30/05): Alvorada antecipou a abertura das unidades para o público geral.
Segunda-feira (01/06): Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Gravataí, Eldorado do Sul e São Sebastião do Caí iniciaram a aplicação para toda a população acima de seis meses.
Terça-feira (02/06): Novo Hamburgo abre as agendas de vacinação para a comunidade geral.
A corrida das autoridades de saúde contra o tempo visa não apenas proteger a saúde individual do cidadão, mas também evitar o estrangulamento das redes de pronto atendimento e hospitais do estado, que já operam sob forte pressão devido à alta demanda por outras patologias sazonais.