
O Rio Grande do Sul consolidou uma importante vitória na agenda de preservação ambiental. De acordo com os dados oficiais do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), elaborado pelo consórcio multinacional MapBiomas, o estado registrou uma queda expressiva de 73% na área desmatada em comparação com o ano anterior. Com esse índice, a supressão de vegetação nativa em solo gaúcho representou apenas 0,1% do total nacional, colocando o RS entre as dez unidades da federação que menos desmatam no país.
No acumulado do período analisado, foram desmatados 1.089 hectares de vegetação original, mantendo o território fora das regiões críticas de pressão ambiental. O desempenho positivo posiciona o Rio Grande do Sul na 18ª colocação do ranking nacional de desmatamento, demonstrando o impacto das barreiras de fiscalização na proteção dos biomas Pampa e Mata Atlântica.
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) atribuiu o avanço à rigidez dos processos de monitoramento e controle.
O governador Eduardo Leite destacou que o balanço comprova a viabilidade de alinhar o crescimento econômico à sustentabilidade. “Este resultado demonstra a possibilidade de conciliar desenvolvimento e preservação ambiental”, afirmou o chefe do Executivo, reforçando que o trabalho técnico da Sema e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) ocorreu de forma estratégica, sem qualquer tipo de flexibilização das regras vigentes.
A titular da pasta da Sema, Marjorie Kauffmann, enfatizou que o fortalecimento das políticas públicas setoriais e a ampliação das operações de campo — utilizando ferramentas de sensoriamento remoto via satélite de alta resolução integradas com as equipes dos municípios — foram determinantes. Ela também citou o aumento do nível de conscientização por parte das cadeias produtivas locais.
Além de frear o desmatamento ilegal, as ações estaduais focaram na regeneração de ecossistemas degradados. O histórico de investimentos em preservação ambiental no Rio Grande do Sul engloba ações robustas de reparação:
PRADs: Aprovação de 1.905 Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas executados entre 2018 e 2025;
Reposição Florestal: Aplicação de aproximadamente R$ 43 milhões em iniciativas voltadas à Reposição Florestal Obrigatória;
Florestamento: Realização de 769 ações de plantio planejado de mudas nativas e fomento a 270 projetos de certificação agroflorestal.
As estratégias de restauração ecológica ganharam um novo marco com a instituição do Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg-RS). O objetivo da medida é unificar, qualificar e alinhar as diretrizes de proteção do Rio Grande do Sul com as metas nacionais estabelecidas pelo governo federal. As vistorias e operações fiscais coordenadas pela Fepam receberam reforços ao longo do ano, com foco especial no monitoramento da metade sul, abrangendo o bioma Pampa.