Segunda, 25 de Maio de 2026
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SUS amplia teste do pezinho para mais duas doenças raras no RS

Exame passa a rastrear AME e SCID em recém-nascidos; investimento do Estado supera R$ 36 milhões para diagnósticos precoces.

Redação
Por: Redação
25/05/2026 às 14h56 Atualizada em 25/05/2026 às 15h33
SUS amplia teste do pezinho para mais duas doenças raras no RS
Foto: Reprodução

O Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul iniciou nesta segunda-feira (25) uma nova etapa na proteção de recém-nascidos. O governo do Estado confirmou a ampliação do teste do pezinho, que passa a rastrear mais duas doenças raras graves, elevando de sete para nove o total de condições identificadas logo nos primeiros dias de vida.

As novas enfermidades incluídas na triagem são a Atrofia Muscular Espinhal (AME), que provoca a perda progressiva de movimentos e afeta funções vitais, e a Imunodeficiência Combinada Grave (SCID), conhecida por comprometer o sistema imunológico contra infecções. O anúncio oficial ocorreu na Casa dos Raros, em Porto Alegre, mas o impacto abrange os hospitais e postos de coleta de todas as cidades gaúchas.

O avanço na saúde neonatal conta com um aporte financeiro expressivo. O projeto prevê um investimento de mais de R$ 36 milhões ao longo dos próximos 48 meses. De acordo com informações do governo estadual, a estimativa é realizar cerca de 8 mil exames mensais em todo o território gaúcho.

Coletas feitas no período ideal, entre o terceiro e o quinto dia após o parto, garantem o início imediato de tratamentos complexos. A modernização do teste do pezinho atende a uma diretriz federal de escalonamento de diagnósticos. Conforme médicos da área, a descoberta precoce muda drasticamente o futuro de crianças afetadas por mutações genéticas, assegurando suporte terapêutico antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas clínicos.

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