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Assaltante Papagaio é condenado a mais de 30 anos por assalto a carro-forte

Crime ocorreu em 2018 e é considerado um dos maiores assaltos registrados em Bento Gonçalves, com direito ao uso de uma metralhadora .50 para atacar o veículo.

12/02/2021 15h01 Atualizada há 2 meses
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Por: Redação Fonte: Divulgação
Susepe/Divulgação
Susepe/Divulgação

Um dos principais assaltos a carro-forte ocorrido em Bento Gonçalves teve um de seus líderes condenado a mais de 30 anos de reclusão. Ele é Claudio Adriano Ribeiro, o Papagaio, de 54 anos, um dos mais conhecidos assaltantes de bancos e carros-fortes no Rio Grande do Sul. A defesa do presidiário nega participação no crime e vai recorrer da sentença.

Papagaio foi condenado a 30 anos, sete meses e 23 dias de reclusão. O caso aconteceu em 6 de fevereiro de 2018, no quilômetro 198 da BR-470, em Bento Gonçalves, próximo à ponte sobre o Rio das Antas. No assalto, os bandidos roubaram o dinheiro que estava no carro-forte da empresa de segurança Brinks, além de armas de fogo. Os quatro seguranças foram rendidos pelos bandidos, após intensa troca de tiros. Depois disso, os assaltantes usaram explosivos para conseguir abrir o cofre do veículo. 

A decisão pela condenação de Papagaio é da juíza Vanessa Lilian da Luz, de Bento Gonçalves. Segundo a acusação, Papagaio teria sido um dos criminosos a atacar e explodir um carro-forte para roubar o dinheiro que era transportado no blindado. O bando utilizou na ação armas de grosso calibre, como fuzis e uma metralhadora .50, com capacidade para abater aeronaves. Além do roubo em si, Papagaio também foi condenado por outros crimes relacionados a mesma ação, como receptação e roubo de veículos, e formação de quadrilha. Na mesma decisão, a juíza determinou que o cumprimento inicial seja fechado e negou a possibilidade de ele recorrer em liberdade.

advogada Daiana da Silva Toledo, responsável pela defesa de Papagaio, informou que ainda não foi intimada da sentença, mas, assim que isso ocorrer, irá recorrer da decisão. A advogada alegou ainda que acredita que a condenação em questão está mais relacionada com “a pessoa de Cláudio de que com os fatos e as provas dos autos”.

Em seu depoimento, Papagaio negou que tenha participado do crime e afirmou que naquele dia estava trabalhando em Tijucas, Santa Catarina. Alegou ainda que após ser condenado por roubo a carro-forte, em 1995, não teve mais participação nesses crimes. O preso afirmou também que acredita ter sido apontado no caso por ser conhecido no RS pela prática de ataques a carro-forte. Papagaio negou envolvimento com facção criminosa e disse que não conhecia os demais acusados de integrar o bando.

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