
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação Via Ápia, desarticulando uma organização criminosa especializada em roubo de cargas e lavagem de dinheiro. As investigações revelaram que o líder do esquema, embora já custodiado no Complexo Prisional de Canoas, gerenciava as operações ilícitas de dentro da cela. A ofensiva resultou na prisão de oito pessoas e no cumprimento de mandados em diversas cidades da Região Metropolitana, como Porto Alegre, Gravataí e Viamão, além de desdobramentos em Santa Catarina.
O grupo, que era monitorado desde 2019, estruturou uma rede de laranjas composta majoritariamente por familiares e pessoas de confiança do líder, estratégia utilizada para garantir a lealdade e dificultar o rastreio financeiro. De acordo com o delegado Joel Wagner, a organização faturava até R$ 1,6 milhão com os crimes. A quebra dos sigilos bancário e fiscal expôs evoluções patrimoniais explosivas e injustificadas; em um dos casos, uma investigada teve um salto patrimonial de R$ 13,3 mil para R$ 210,8 mil em um curto intervalo de tempo.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos suspeitos para assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados. O líder da quadrilha recebeu uma nova ordem de prisão preventiva dentro da unidade prisional, enquanto a polícia segue analisando os documentos apreendidos para identificar outros braços da rede. A operação é considerada um passo decisivo para asfixiar o braço financeiro do crime organizado que atua nas rodovias gaúchas, focando não apenas no roubo físico, mas na recuperação do capital desviado.