Terça, 05 de Maio de 2026
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Mulher que matou cão a golpes de picareta responderá em liberdade

Prisão em flagrante ocorreu nesta segunda-feira após descoberta de vídeo gravado em 2025; operação resgatou outros 35 animais em situação de abandono

Redação
Por: Redação
05/05/2026 às 17h57 Atualizada em 05/05/2026 às 21h06
Mulher que matou cão a golpes de picareta responderá em liberdade
Foto: Reprodução

Uma investigação da Polícia Civil de Porto Alegre trouxe à tona um caso chocante de crueldade contra animais. Casia de Souza Zatti, de 32 anos, foi presa em flagrante nesta segunda-feira, 4 de maio, após a divulgação de um vídeo onde ela aparece desferindo golpes de picareta na cabeça de um cachorro. O crime teria ocorrido em novembro de 2025 e foi registrado por câmeras que o então companheiro da mulher havia instalado na residência para monitorar uma suspeita de infidelidade.

Embora a prisão tenha ocorrido em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca, a Justiça concedeu liberdade provisória à acusada na tarde desta terça-feira, 5 de maio. Como medida cautelar, ela está proibida de manter a guarda de qualquer animal e deve comparecer mensalmente em juízo, além de realizar acompanhamento psicológico.

O Resgate e a Revolta

A operação, coordenada pelo delegado César Carrion da 15ª DP, revelou que o cenário de horrores ia além do vídeo:

  • Animais Resgatados: Foram encontrados 35 animais em condições precárias, incluindo três cavalos, 24 galinhas, sete cães e um gato. Todos apresentavam baixo peso e viviam sem água ou alimento adequado.

  • Destino: Os cavalos e galinhas foram encaminhados ao abrigo da EPTC, enquanto os cães e o gato ficaram sob os cuidados do município. Todos passam por exames veterinários.

  • Segunda Prisão: No mesmo local, um homem foi detido por possuir um mandado de prisão em aberto relacionado a dívidas de pensão alimentícia.

A soltura da suspeita gerou indignação imediata. Manifestantes se reuniram em frente à sede do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) para protestar contra a decisão judicial e exigir penas mais severas. A defesa de Casia ainda não se manifestou publicamente sobre o caso, que segue sob investigação para apurar se os conflitos domésticos relatados pela suspeita influenciaram o contexto do crime.

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