Segunda, 04 de Maio de 2026
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RS decreta emergência e abre 1,8 mil leitos para o inverno

Aumento expressivo de internações por Rinovírus e Influenza pressiona o sistema; estratégia inclui telemedicina pediátrica e reforço em UTIs a partir desta segunda

Redação
Por: Redação
04/05/2026 às 09h34 Atualizada em 04/05/2026 às 09h43
RS decreta emergência e abre 1,8 mil leitos para o inverno
SRAG tem aumento de casos no RS. (Foto: Camila Cunha)

O Governo do Rio Grande do Sul oficializou o estado de emergência em saúde pública para enfrentar o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com foco especial no atendimento infantil. Até este domingo, 3 de maio, o estado já contabilizava 2.955 hospitalizações e 185 mortes pela síndrome em 2026. O decreto busca agilizar respostas contra o aumento de casos, que já supera os índices registrados no mesmo período do ano passado.

De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), o grande vilão deste início de ano é o Rinovírus, responsável por 636 internações e 17 óbitos. Diferente da Influenza e da Covid-19, o Rinovírus não possui vacina, o que eleva a preocupação das autoridades. Além dele, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) coloca em risco bebês menores de um ano e prematuros, enquanto os casos de Influenza dispararam mais de 530% entre as semanas 7 e 10 deste ano.

Estrutura de Enfrentamento: Programa Inverno Gaúcho

Para evitar o colapso do sistema nos meses mais frios (maio, junho e julho), o Estado lançou o Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026. O plano prevê a disponibilização de 1.881 leitos adicionais, sendo 70 a mais do que na edição anterior. A distribuição dos novos leitos funcionará da seguinte forma:

  • Esfera Estadual: 604 leitos (417 de suporte ventilatório e 187 de UTI).

  • Esfera Federal: 1.277 leitos (833 de suporte ventilatório e 444 de UTI).

Inovação: Telemedicina Pediátrica

Uma das principais apostas para reduzir a pressão nas emergências é o início do serviço de telemedicina pediátrica, que entra em operação às 10h desta segunda-feira, 4 de maio. O sistema permitirá que médicos especialistas deem suporte remoto a hospitais que não possuem UTI pediátrica, auxiliando no atendimento de crianças em estado crítico e otimizando as transferências quando necessário.

As autoridades reforçam que, para os vírus que possuem imunizantes (Gripe e Covid), a vacinação continua sendo a ferramenta mais eficaz para evitar casos graves. Com a previsão de frio intenso para o próximo final de semana, a recomendação é de atenção redobrada aos sintomas respiratórios em crianças pequenas.

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