Quinta, 30 de Abril de 2026
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Polícia Civil desarticula grupo que extorquia empresários sob ameaça de incêndio

Prisões ocorreram em Novo Hamburgo, Portão e Charqueadas; criminosos exigiam até R$ 50 mil para não atacar sedes de empresas e veículos

Redação
Por: Redação
30/04/2026 às 19h55 Atualizada em 30/04/2026 às 20h31
Polícia Civil desarticula grupo que extorquia empresários sob ameaça de incêndio

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul efetuou a prisão de três homens entre quarta e quinta-feira, 30 de abril, em uma ofensiva contra um grupo criminoso especializado em extorquir empresários no Vale do Sinos. As investigações, que abrangem cidades como Novo Hamburgo e Estância Velha, revelaram um esquema agressivo de intimidação, no qual os suspeitos exigiam altas quantias em dinheiro para não incendiar estabelecimentos comerciais e frotas de veículos.

Em um dos casos mais graves, em Novo Hamburgo, uma empresa de limpeza pública foi alvo de chantagem. O grupo exigia um pagamento inicial de R$ 50 mil, somado a uma "mensalidade" de R$ 15 mil. Para pressionar a vítima, os criminosos invadiram uma das sedes da empresa, onde deixaram um galão de combustível e um bilhete com ameaças direcionadas ao proprietário e seus familiares.

Em Estância Velha, a polícia identificou um esquema similar contra o dono de uma loja de veículos. A vítima, que recebia ameaças desde outubro de 2024, chegou a fazer pagamentos parciais após receber envelopes com objetos não identificados. Posteriormente, os criminosos ofereceram um "serviço de proteção" mediante mensalidade para cessar as ameaças, prática característica de milícias urbanas.

As ordens de prisão preventiva foram cumpridas em Novo Hamburgo, Portão e Charqueadas. Durante as diligências em uma casa de jogos de azar, outras três pessoas foram conduzidas por envolvimento com exploração de jogos ilegais. Os detidos, que possuem idades em torno de 30 anos, já foram indiciados por extorsão e associação criminosa. A Polícia Civil mantém as investigações em aberto para identificar outros integrantes da rede e possíveis novas vítimas na região.

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