Quinta, 30 de Abril de 2026
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Suspeito de gerenciar plataforma de venda de dados sigilosos é preso

Investigado de 47 anos é apontado como peça-chave em esquema nacional que comercializava informações obtidas ilegalmente de sistemas de segurança pública

Redação
Por: Redação
30/04/2026 às 10h51 Atualizada em 30/04/2026 às 11h34
Suspeito de gerenciar plataforma de venda de dados sigilosos é preso
Foto: Reprodução

Uma operação conjunta entre as polícias civis do Tocantins e do Rio Grande do Sul resultou na prisão de um homem de 47 anos, identificado pelas iniciais M.G., na manhã desta quinta-feira, 30 de abril, em Canoas. O indivíduo é investigado por integrar um núcleo criminoso especializado na venda de dados sigilosos extraídos ilicitamente de sistemas governamentais e de segurança.

A ação, denominada Operação Rollback, aponta que o preso era o responsável por uma das plataformas digitais utilizadas para a consulta e comercialização das informações. Segundo o delegado Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, da Polícia Civil do Tocantins, a estrutura criminosa não apenas obtinha credenciais de forma ilegal, mas mantinha uma complexa engrenagem voltada para a exploração econômica desses dados.

Entenda o esquema:

  • Primeira Fase: O mentor intelectual do grupo foi preso anteriormente no Paraguai. Ele utilizava técnicas de phishing (mensagens falsas) para roubar credenciais de acesso de servidores públicos, incluindo policiais do Tocantins.

  • Segunda Fase (Canoas): O foco foi desmantelar a infraestrutura de venda. O homem preso no RS garantia a continuidade do esquema ao gerenciar a interface onde os dados eram vendidos a terceiros.

  • Apoio Especializado: A captura em Canoas contou com o suporte do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) da polícia gaúcha.

A ofensiva faz parte da Operação RENORCRIM, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que visa combater organizações criminosas com atuação em crimes cibernéticos em todo o país. Após os procedimentos legais, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional gaúcho, onde permanecerá à disposição da Justiça do Tocantins. As investigações prosseguem para identificar outros membros da rede que possam estar utilizando as informações vazadas para fins de extorsão ou fraudes financeiras.

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