
O governo federal deve anunciar, ainda nesta semana, uma nova fase do programa de renegociação de dívidas, apelidado de Desenrola 2.0. O ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, confirmou nesta segunda-feira, 27 de abril, que a proposta final será levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (28). A grande novidade desta etapa é a autorização para o uso do FGTS como ferramenta para a quitação dos débitos.
De acordo com o Ministério da Fazenda, os descontos nas negociações poderão chegar a 90% do valor da dívida. O foco principal do programa são as modalidades que mais pesam no orçamento das famílias brasileiras, como o cartão de crédito, o cheque especial e o Crédito Direto ao Consumidor (CDC). O objetivo central é reduzir os índices de inadimplência no país aproveitando a perspectiva de queda nos juros para os próximos meses.
Regras e operacionalização Embora os detalhes técnicos completos dependam da validação presidencial, alguns pontos já foram antecipados pela equipe econômica após reuniões com os CEOs dos maiores bancos do país e com a Febraban:
Saque do FGTS: O uso do fundo será vinculado ao pagamento das dívidas dentro do programa, com a limitação de um percentual do saque, não superando necessariamente o valor do débito.
Consenso com Bancos: O governo fechou acordos com instituições como Itaú, Bradesco, Santander, BTG e Nubank sobre os prazos e condições das dívidas a serem renegociadas.
Disponibilidade imediata: Segundo Durigan, o sistema deve estar operacional e disponível para a população imediatamente após o anúncio oficial.
O ministro ressaltou que o programa terá um prazo de validade determinado, que será divulgado junto com o pacote completo de medidas. A iniciativa busca dar um fôlego financeiro aos brasileiros que enfrentam dificuldades com juros elevados, facilitando o retorno desses consumidores ao mercado de crédito.