Sábado, 25 de Abril de 2026
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Agentes dos EUA mortos no México operavam sem autorização

Incidente em Chihuahua revela presença irregular de supostos funcionários da CIA em comboio militar; investigação apura violação das leis de segurança nacional

Redação
Por: Redação
25/04/2026 às 13h13 Atualizada em 25/04/2026 às 13h22
Agentes dos EUA mortos no México operavam sem autorização
Foto: Reprodução

O governo do México confirmou que dois agentes norte-americanos, mortos em um acidente de trânsito no estado de Chihuahua, estavam em solo mexicano sem autorização oficial para realizar operações de segurança. A informação, divulgada pelo Ministério de Segurança, detalha que os agentes entraram no país de forma distinta: um como visitante comum e outro portando passaporte diplomático, porém nenhum possuía as credenciais necessárias para atividades operacionais em território estrangeiro.

A presidente Claudia Sheinbaum declarou que a investigação oficial foca na possível violação das leis de segurança nacional, uma vez que a participação de estrangeiros em operações internas sem permissão é estritamente proibida pela legislação mexicana. O caso ganhou contornos de crise diplomática após veículos da imprensa dos Estados Unidos, como a CBS, informarem que os falecidos trabalhavam para a CIA, embora o embaixador Ronald Johnson tenha se limitado a confirmar que eram funcionários da embaixada.

Contradições e a Dinâmica do Acidente

O acidente ocorreu no último fim de semana, quando o veículo em que os americanos estavam caiu em um barranco. No incidente, também morreram dois mexicanos, incluindo o diretor da agência de investigação local. As circunstâncias da presença dos agentes no comboio, composto por cinco carros com soldados e policiais estaduais, apresentam versões conflitantes das autoridades de Chihuahua:

  • Versão Inicial: O procurador César Jáuregui relatou que o grupo retornava de uma operação contra laboratórios clandestinos de drogas.

  • Nova Versão: Posteriormente, Jáuregui afirmou que os americanos estavam em uma comunidade distante ministrando um curso de drones e apenas pediram para acompanhar o comboio policial no retorno.

As investigações agora buscam esclarecer por que agentes estrangeiros — possivelmente vinculados ao serviço de inteligência — estavam integrados a uma movimentação militar em uma zona crítica de fronteira. O episódio aumenta a pressão sobre a administração de Sheinbaum para endurecer o controle sobre a atuação de agências de segurança dos EUA em solo mexicano.

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