Sexta, 17 de Abril de 2026
Publicidade

Brasil lidera inovação e exporta tecnologia de pagamentos

44ª Reunião da PAGOS discute o impacto global do Pix, os avanços do QR Code multitrilho e os desafios regulatórios do setor

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
16/04/2026 às 22h36 Atualizada em 16/04/2026 às 22h45
Brasil lidera inovação e exporta tecnologia de pagamentos
Créditos: Pagos

O Brasil consolidou seu protagonismo no cenário global de inovação financeira durante a 44ª Reunião da PAGOS – Associação do Ecossistema de Pagamentos e Infraestrutura Financeira Digital, realizada no dia 25 de março, em São Paulo. O encontro reuniu especialistas para debater como o sucesso do Pix e os avanços em interoperabilidade transformaram o país de um tradicional exportador de commodities em um influente exportador de infraestrutura financeira digital e tecnologia bancária.

Desde seu lançamento em 2020, o Pix tornou-se referência internacional em eficiência e escalabilidade. Dados recentes reforçam essa liderança: em fevereiro de 2026, o sistema registrou 6,59 bilhões de operações, sendo o meio de pagamento número um no Brasil. Além disso, o Relatório de Cidadania Financeira 2025 aponta que 96,4% da população adulta brasileira já possui conta bancária ou de pagamento, um marco de bancarização impulsionado pela facilidade da ferramenta.

Um dos pontos altos do debate foi a apresentação de Carlos Netto (TK) sobre o QR Code multitrilho. A tecnologia, que está sendo testada no mercado norte-americano, busca unificar diferentes infraestruturas — como redes locais, blockchains e até o Pix — em um padrão único.

"É a tecnologia brasileira servindo de base para modernizar mercados consolidados como o dos EUA", afirmou TK. Segundo ele, o objetivo é resolver a fragmentação do sistema financeiro estadunidense através de uma solução que permita pagamentos instantâneos globais sem dependência de uma rede única.

Para Gilberto Martins (Giba), o sucesso brasileiro deve-se a um ambiente regulatório robusto, mas ele alerta para a necessidade de flexibilidade. "O desafio é encontrar o equilíbrio que permita competição saudável e avanço tecnológico sem sufocar a inovação", avalia o executivo, destacando que executivos estrangeiros frequentemente visitam o país impressionados com a escala do Pix.

Eduardo Pires reforçou que o Brasil hoje lidera iniciativas regionais, como o Open Finance, e atua como um hub de inovação para a América Latina. "O Brasil passa a ser reconhecido não apenas como mercado consumidor, mas como referência na construção de infraestrutura financeira digital", pontuou Pires, definindo o momento como uma mudança de paradigma para a imagem internacional do país.

A articulação entre inovação e segurança jurídica é mediada pela Associação PAGOS. Pedrina Braga, vice-presidente de Assuntos Regulatórios, destacou que a entidade atua para reduzir assimetrias e ampliar a segurança do setor por meio de comitês técnicos. "O Pix se estabelece como um dos principais vetores dessa transformação — não apenas como infraestrutura doméstica, mas como benchmark global", finaliza a executiva.

A consolidação do Brasil como liderança internacional em pagamentos dependerá da evolução coordenada entre tecnologia e regulação inteligente. Segundo o Banco Central, a interoperabilidade permanece como pilar estratégico para garantir segurança e resiliência, permitindo que o modelo brasileiro de pagamentos digitais continue servindo de inspiração para a modernização financeira em todo o mundo.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários