
O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (09), a liberação de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. O recurso estava retido devido às regras do saque-aniversário, modalidade criada em 2019 que impede o saque do saldo total da conta em caso de demissão sem justa causa, permitindo apenas o acesso à multa rescisória de 40%.
Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a iniciativa busca combater o endividamento das famílias, permitindo que trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025 acessem os valores acumulados. Marinho classificou como um erro a retenção anterior desses recursos pela Caixa Econômica Federal e destacou que a liberação ocorre via medida provisória assinada pelo presidente Lula. Ao longo do último ano, o governo já havia liberado outros montantes que somam mais de R$ 20 bilhões para milhões de brasileiros em situação semelhante.
Além da pauta do FGTS, o ministro comentou sobre o debate acerca do fim da escala de trabalho 6x1. Marinho defendeu cautela, afirmando ser prudente aguardar a tramitação dos projetos de lei na Câmara dos Deputados antes de uma definição do Executivo. A expectativa é que a injeção dos R$ 7 bilhões na economia auxilie na redução da inadimplência, enquanto o Congresso Nacional avança na discussão sobre a jornada de trabalho e novas regras para a modalidade do saque-aniversário.